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Mulher é internada em estado grave após uso de caneta emagrecedora; veja
Uma mulher de 42 anos está internada em estado grave em Belo Horizonte desde dezembro, após apresentar complicações relacionadas ao uso de uma caneta emagrecedora adquirida de forma ilegal e sem indicação médica. O medicamento, segundo a família, foi comprado no Paraguai.
A paciente, identificada como Kellen Oliveira Bretas Antunes, auxiliar administrativa, utilizou o produto sem prescrição profissional. De acordo com familiares, ela foi inicialmente internada com fortes dores abdominais, mas o quadro clínico evoluiu para problemas neurológicos graves.
Há suspeita de que Kellen tenha desenvolvido uma síndrome que compromete a musculatura, os movimentos do corpo, a fala e o funcionamento de órgãos. “No início, ela foi internada com muita dor abdominal, e foi comprovada a intoxicação medicamentosa. Meu pai levou a ampola ao Hospital João XXIII para análise, mas não foi possível identificar a composição porque se tratava de um medicamento do Paraguai”, relatou a filha da paciente, Dhulia Antunes.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta que nem todas as canetas emagrecedoras podem ser comercializadas no Brasil. Quando o medicamento não é regulamentado, não há garantias sobre sua procedência, composição ou eficácia, além do risco de conter substâncias diferentes das informadas no rótulo.
Especialistas ressaltam que, quando prescritas por médicos, as canetas emagrecedoras podem auxiliar no tratamento da obesidade. No entanto, o uso indiscriminado e a compra de produtos de vendedores não autorizados representam sérios riscos à saúde.
“O uso de medicamentos sem procedência conhecida pode trazer consequências graves. Essas canetas passam por processos rigorosos de produção, e quando isso não é respeitado, não há garantia de segurança nem de eficácia”, explicou o endocrinologista Márcio Lauria.
O médico reforça que a forma mais segura de adquirir esse tipo de medicamento é por meio de farmácias devidamente autorizadas. “Não recomendamos a compra em clínicas que manipulam ou alteram esses produtos, pois isso compromete todo o processo de confiabilidade da medicação”, afirmou.
Regulamentação e fiscalização
Em nota, a Anvisa informou que a fiscalização de clínicas e estabelecimentos de saúde é de responsabilidade da Vigilância Sanitária municipal.
A Prefeitura de Belo Horizonte destacou que, ao identificar irregularidades na venda ou aplicação de medicamentos, a Vigilância Sanitária realiza a apreensão dos produtos, aplica multas e pode interditar os estabelecimentos. O município informou ainda que fiscaliza locais que comercializam ou utilizam medicamentos, avaliando a procedência, autenticidade, rotulagem, condições de armazenamento e a habilitação dos estabelecimentos.

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