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Influenciador ‘Gato Preto’ é indiciado por quatro crimes após acidente com Porsche em SP; caso passa a ser tratado como tentativa de homicídio
O influenciador digital Samuel Sant’Anna da Costa, conhecido nas redes como Gato Preto, foi formalmente indiciado por quatro crimes pela Polícia Civil de São Paulo após o grave acidente envolvendo um Porsche de luxo, ocorrido em agosto de 2025, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, uma das vias mais movimentadas da zona oeste da capital.

Foto – Reprodução
A investigação, conduzida pelo 15º Distrito Policial (Itaim Bibi), aponta que o influenciador responderá por lesão corporal culposa, fuga do local do acidente, condução sob efeito de álcool ou substância psicoativa e alteração da cena do sinistro.
Imagens de câmeras de segurança foram decisivas para o avanço do inquérito. Os vídeos mostram o momento em que o Porsche, dirigido por Samuel, avança o sinal vermelho em alta velocidade e atinge violentamente um Hyundai HB20, onde estavam um pai e seu filho.
O impacto deixou o jovem de 20 anos gravemente ferido, com fratura na mandíbula. O pai da vítima relatou ainda que foi ameaçado pelo influenciador logo após a colisão.
“Ele disse que ia me bater”, afirmou o motorista em entrevista.
Mesmo diante da gravidade do acidente, Gato Preto fugiu do local sem prestar socorro, acompanhado da influenciadora Bia Miranda. Mais tarde, ele alegou que deixou a cena por se sentir intimidado por pessoas que filmavam o ocorrido. Horas depois, foi localizado em seu apartamento, onde se recusou a realizar o teste do bafômetro.
Apesar da recusa, laudos toxicológicos do IML confirmaram a presença de álcool e substâncias ilícitas no organismo do influenciador no momento do acidente.
Para o Ministério Público, a conduta foi ainda mais grave.
“O influenciador assumiu o risco de matar”, afirmou a promotora Ana Paola Ferrari Ambra.
Inicialmente indiciado por lesão corporal, o caso teve uma reviravolta após a Justiça acatar o pedido do Ministério Público de São Paulo para aumentar a gravidade da acusação. O processo agora passa a ser tratado como tentativa de homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de causar a morte, e foi transferido para a Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri.
Além disso, a Justiça negou o pedido da defesa para que o processo corresse em segredo, mantendo o caso sob amplo escrutínio público.








