Política
Bolsonaro passa por bateria de exames no cérebro após queda em cela da PF, em Brasília
O ex-presidente Jair Bolsonaro realizou, nesta quarta-feira (7), uma série de exames na cabeça após sofrer uma queda dentro da sala onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
O episódio levanta questionamentos sobre o estado de saúde do ex-presidente e reacende o debate sobre suas condições médicas durante o período de custódia.

Foto: Pablo Porciuncula/AFP
Internação em hospital particular
Bolsonaro foi levado ao hospital DF Star, onde passou por uma bateria completa de exames neurológicos, solicitados por sua defesa e autorizados pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes.
Exames realizados:
Tomografia Computadorizada de Crânio
Ressonância Magnética de Crânio
Eletroencefalograma
Os três exames, juntos, permitem uma análise detalhada da estrutura, funcionamento e possíveis lesões no cérebro.
Para que servem os exames?
Tomografia Computadorizada de Crânio
Usa raios-X para criar imagens detalhadas da cabeça.
Detecta fraturas, sangramentos, coágulos e alterações estruturais.
É um exame rápido e amplamente utilizado após traumas cranianos.
Ressonância Magnética de Crânio
Utiliza campo magnético e ondas de rádio, sem uso de radiação.
Avalia lesões neurológicas, AVC, inflamações, tumores e aneurismas.
Dura cerca de 30 minutos e exige imobilidade do paciente.
Eletroencefalograma (EEG)
Registra a atividade elétrica do cérebro por meio de eletrodos colocados no couro cabeludo.
Auxilia no diagnóstico de epilepsia, distúrbios de consciência e sequelas neurológicas.
O exame dura entre 20 e 40 minutos.
Por que os três exames juntos?
Enquanto a tomografia mostra ossos e possíveis sangramentos, a ressonância detalha os tecidos moles e o eletroencefalograma avalia o funcionamento cerebral. O conjunto oferece um diagnóstico mais completo.
Queda ocorreu durante a madrugada
Segundo o cirurgião Claudio Birolini, Bolsonaro passou mal, caiu da cama onde dorme na sala de Estado-Maior e sofreu um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve.
O episódio aconteceu seis dias após o ex-presidente receber alta médica, depois de procedimentos para tratar uma hérnia e um quadro persistente de soluços.
Nota da Polícia Federal
Em comunicado divulgado na terça-feira, a Polícia Federal confirmou o atendimento médico após a queda.
Inicialmente, o médico da corporação avaliou que os ferimentos eram leves e não havia necessidade de hospitalização imediata.
Posteriormente, a PF esclareceu que qualquer encaminhamento ao hospital dependeria de autorização do STF, o que acabou ocorrendo.








