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Cantor João Lima é levado para o presídio do Róger após acusação de agressão; unidade também abriga Hytalo Santos
A prisão do cantor paraibano João Lima, acusado de violência doméstica contra a ex-esposa, ganhou ainda mais repercussão nesta segunda-feira (26). Após passar por audiência de custódia, ele foi encaminhado ao presídio do Róger, em João Pessoa, a mesma unidade onde estão detidos o influenciador Hytalo Santos e o marido dele, Israel Vicente, conhecido como Euro.
A Penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega, popularmente chamada de presídio do Róger por causa do bairro onde está localizada, é considerada a principal unidade da capital para presos provisórios do sexo masculino. Atualmente, o local conta com oito pavilhões e enfrenta superlotação.
João Lima ficará em ala específica para violência doméstica
Segundo o diretor da unidade, Edmilson Silva, o cantor ficará no pavilhão destinado a casos de violência doméstica, onde estão cerca de 60 detentos. Conforme o protocolo da penitenciária, João Lima passará por um período inicial de cinco dias de reconhecimento, antes de poder receber visitas.
“Esse período é fundamental para observar o comportamento do preso e permitir que familiares façam o cadastro para visitas e entrega de materiais. Após isso, a rotina segue normalmente”, explicou o diretor.
Dados divulgados anteriormente pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) apontam que o presídio do Róger abriga atualmente cerca de 890 detentos, número 27% acima da capacidade, que é de 700 presos.
Vídeos nas redes sociais deram início às investigações
O caso veio à tona após vídeos com cenas de agressão circularem nas redes sociais. A partir da repercussão, a Polícia Civil passou a investigar João Lima por violência doméstica. A vítima registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em João Pessoa.
Pouco depois, a ex-esposa do cantor, a médica e influenciadora Raphaella Brilhante, que soma mais de 600 mil seguidores, quebrou o silêncio e fez um forte desabafo nas redes sociais.
“Estou vivendo uma dor que atravessa o corpo, a alma e a história. Não há palavras que expliquem o impacto disso na vida de alguém”, escreveu.
Raphaella destacou ainda que “nenhuma mulher deveria precisar chegar a esse ponto para ser ouvida” e reforçou que todas as medidas legais estão sendo tomadas, respeitando o andamento da Justiça.
Relato de agressões desde o início do casamento
Raphaella revelou que as agressões ocorreram durante o casamento, celebrado em novembro do ano passado, e se estenderam até a lua de mel. Segundo ela, o relacionamento durou cerca de três anos e foi marcado por comportamento controlador desde o início.
O caso segue sob investigação e continua gerando forte comoção e debate nas redes sociais, especialmente sobre violência contra a mulher e a responsabilização de figuras públicas.

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