Brasil
Expedição “Banzeiro da Esperança” chega a Belém levando as vozes da Amazônia para a COP30
Barco que partiu de Manaus percorreu rios, comunidades e agora aporta na Estação das Docas com programação cultural aberta ao público.
Depois de cruzar os rios da Amazônia com uma mensagem de união e resistência, a expedição “Banzeiro da Esperança” finalmente chegou a Belém neste sábado (8/11), trazendo na bagagem arte, cultura e propostas concretas para enfrentar a crise climática.
A embarcação, que partiu de Manaus , navegou por várias comunidades ribeirinhas e cidades amazônicas, promovendo rodas de conversa, apresentações culturais e encontros públicos que culminaram na elaboração da “Carta da Amazônia”, documento coletivo que será entregue durante a COP30, conferência mundial sobre mudanças climáticas que acontece na capital paraense.
Um rio de ideias e esperança

Imagem: Divulgação
A jornada começou no Mirante Lúcia Almeida, em Manaus, e seguiu pelo majestoso rio Amazonas, levando um barco cheio de diversidade: lideranças indígenas, ribeirinhas, artistas, comunicadores, pesquisadores e representantes de movimentos sociais.
Cada parada da viagem foi marcada por trocas de saberes e celebrações da cultura amazônica. Em Parintins, a comitiva foi recebida em grande estilo pelos bois Caprichoso e Garantido, que realizaram uma apresentação especial no porto da cidade, simbolizando a união dos povos da floresta.
Carta da Amazônia: a voz de quem vive e protege a floresta
Durante a travessia, os participantes construíram de forma colaborativa a “Carta da Amazônia”, um documento que reúne propostas e reivindicações para políticas públicas voltadas à proteção dos territórios, valorização dos povos tradicionais, incentivo a tecnologias sustentáveis e preservação da biodiversidade.
“A carta representa uma amostra da Amazônia viva e diversa, e mostra como podemos manter acesa a chama da esperança”, destacou Virgílio Viana, superintendente da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), uma das entidades envolvidas na expedição.
O documento será apresentado oficialmente durante a COP30, defendendo que as decisões globais sobre o clima incluam a participação direta dos povos amazônicos, que vivem na linha de frente dos impactos ambientais.
Cultura que resiste: arte, poesia e música pelos rios

Imagem: Divulgação
O Banzeiro da Esperança também se tornou um palco flutuante. Entre os destaques da viagem, o poeta e músico Celdo Braga emocionou o público com suas apresentações de poesia e bioinstrumentos criados a partir da natureza, reforçando a arte como símbolo de memória, identidade e resistência amazônica.
Agora, com o barco ancorado na Estação das Docas, em Belém, o público poderá mergulhar nessa experiência única. A partir deste domingo (9), a embarcação abre as portas com uma programação repleta de oficinas, debates, shows, apresentações de circo e dança, tudo de forma gratuita.
💬 Um banzeiro que ecoa esperança
Mais do que uma expedição, o Banzeiro da Esperança é um movimento simbólico e político que transforma o rio em caminho de diálogo e resistência. Ele conecta vozes que, historicamente, foram silenciadas, e agora exigem ser ouvidas nas decisões sobre o futuro do planeta.
“A Amazônia não é apenas cenário, é protagonista. E esse barco é o retrato de um povo que navega entre desafios e sonhos, sem deixar a esperança afundar”, afirmou uma das participantes da viagem.
🌱 Serviço
📍 Local: Estação das Docas, Belém (PA)
📅 Abertura ao público: A partir de domingo (9)
🎭 Programação: Oficinas, debates, shows, apresentações culturais e lançamento da “Carta da Amazônia”








