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Manaus, AM, quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Polícia

Morre bebê de casal amazonense retirado vivo de caixão antes de ser sepultado

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O caso que chocou o Brasil teve um desfecho triste na noite do último domingo (26/10). O recém-nascido de apenas cinco meses de gestação, que havia sido declarado morto e retirado vivo do próprio velório em Rio Branco, no Acre, não resistiu e morreu por volta das 23h, na Maternidade Bárbara Heliodora.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde do Acre (Sesacre), o bebê faleceu em decorrência de choque séptico e sepse neonatal, uma infecção generalizada que provocou falência múltipla dos órgãos.

“Todos os esforços possíveis foram realizados para garantir o melhor cuidado e suporte durante todo o período de internação”, afirmou a direção da maternidade em nota.

Ainda conforme o órgão, o estado de saúde do bebê era extremamente delicado por causa da prematuridade extrema, e a transferência para outra unidade de saúde não chegou a ser cogitada, devido ao alto risco de agravamento.

Caso é investigado

O episódio está sendo investigado pela Polícia Civil, pelo Conselho Regional de Medicina (CRM-AC) e pela própria Sesacre. A equipe médica responsável pelo primeiro atendimento foi afastada para garantir transparência nas apurações. O Ministério Público do Acre (MP-AC) também deve acompanhar o caso.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar se houve falha médica no atendimento, e não descartou a hipótese de homicídio culposo. A polícia informou ainda que a equipe médica da maternidade será ouvida nas próximas etapas da investigação. O inquérito tem prazo inicial de 30 dias, podendo ser prorrogado caso sejam necessárias novas diligências.

Se for comprovada alguma negligência, imperícia ou imprudência, o caso pode configurar homicídio culposo, que é quando não há a intenção de matar.

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Exames de Necropsia

O diretor do Instituto Médico Legal (IML) de Rio Branco, Ítalo Maia, disse durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (27/10), que o corpo do bebê passou por exames periciais e que, por lei, ainda não é possível afirmar a causa suspeita da morte.

Sobre a hipótese levantada nas redes sociais de que o caso poderia estar relacionado à chamada ‘Síndrome de Lázaro’, o médico disse que ainda é cedo para qualquer conclusão.

Contudo, ele explicou que o fenômeno costuma ocorrer em situações quando uma pessoa é declarada morta e ‘minutos depois pode fazer uma auto-ressuscitação’.

O delegado Alcino Sousa Júnior, da DHPP, explicou que a investigação foi aberta logo após a família perceber que o recém-nascido ainda estava com vida durante o sepultamento.

Ainda segundo ele, um investigador que estava no local colheu o depoimento da família e representou pela apreensão de documentos e imagens da maternidade.

“A família comunicou o fato na Delegacia de Proteção à Mulher, logo que identificaram que o recém-nascido ainda estava com vida, e foi identificado durante a cerimônia de sepultamento […] o motivo da investigação é apurar se houve ou não falha médica no atendimento dessa mãe, desse recém-nascido”, afirmou.

Imagem: Divulgação

Entenda o caso

O bebê, de cinco meses de gestação, nasceu na última sexta-feira (24/10), na Maternidade Bárbara Heliodora. Segundo a certidão de óbito, a causa da morte foi hipóxia intrauterina — uma condição em que o feto não recebe oxigênio suficiente durante a gestação.

A família, natural de Pauini, município do interior do Amazonas, havia viajado ao Acre porque a mãe apresentava quadro de sangramento e precisou ser induzida ao parto.

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Porém, durante o velório — cerca de 12 horas após o parto —, familiares ouviram o bebê chorar dentro do caixão. Ele foi imediatamente retirado e levado às pressas de volta à maternidade, onde foi internado na UTI Neonatal, respirando com ajuda de aparelhos.

O momento de desespero

Um vídeo feito pela família mostra o momento em que o bebê, envolto em lençóis, chora e se movimenta dentro do caixão, surpreendendo todos os presentes no velório.

As imagens se espalharam rapidamente nas redes sociais, causando comoção e indignação em todo o país.

Nota da Secretaria de Estado de Saúde do Acre

“A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio da direção da Maternidade Bárbara Heliodora, comunica, com profundo pesar, o falecimento do recém-nascido atendido na unidade (após ter apresentado sinais vitais, depois de declarado óbito), ocorrido às 23h15 de domingo (26 de outubro), em decorrência de um quadro de choque séptico e sepse neonatal.
[…]
O caso está sendo rigorosamente apurado, e a equipe responsável pelo atendimento inicial foi afastada para assegurar a lisura de todo o processo.”

Quase enterrado vivo

A família de Pauini, no interior do Amazonas, segue abalada e busca respostas sobre como o bebê pôde ter sido declarado morto ainda com vida. Por pouco ele seria enterrado vivo.

Confira o vídeo que mostra o bebê chorando momentos antes de ser sepultado:

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