Brasil
Mudança histórica na CNH: Autoescola deixa de ser obrigatória; veja como vai funcionar
A segunda-feira (1º) marcou um dos anúncios mais impactantes no trânsito brasileiro das últimas décadas. O Contran aprovou uma proposta que pode transformar completamente a jornada de quem deseja conquistar a tão sonhada Carteira Nacional de Habilitação (CNH): a autoescola deixa de ser obrigatória.
Assim que a medida for publicada no Diário Oficial da União, qualquer pessoa apta poderá iniciar o processo de habilitação sem precisar se matricular em uma autoescola, algo que promete mudar a rotina de milhões de brasileiros e movimentar todo o setor de formação de condutores.
Segundo o governo federal, o novo modelo foi criado para simplificar e baratear o processo. Hoje, tirar a CNH pode custar cerca de R$ 4,2 mil e levar até um ano. Com as novas regras, a expectativa é animadora: redução de até 80% no valor, processo muito mais ágil, e mais autonomia para o candidato.
Quem pode participar?
Nada muda nos requisitos básicos:
Ter 18 anos ou mais
Saber ler e escrever
Ter RG e CPF
O processo poderá começar 100% online, pelo portal da Senatran, com todo o acompanhamento feito pelo Renach.
Curso teórico continua, porém bem mais flexível.
A parte teórica ainda será obrigatória, porém com liberdade total para o candidato decidir onde estudar: presencial, a distância ou por instituições homologadas. Além disso, acaba a exigência de 45 horas mínimas de aula.
Exames seguem, mas com mais escolha.
A coleta biométrica no Detran continua obrigatória.
Os exames médico, psicológico e de aptidão poderão ser feitos em qualquer clínica credenciada, com horários mais flexíveis.
Aulas práticas deixam de ser obrigatórias
Essa é a mudança que mais chamou atenção: as aulas práticas poderão ser feitas apenas se o candidato quiser.
Autoescolas continuam existindo, assim como instrutores independentes, mas serão opcionais.
O que permanece é o exame prático, aplicado exclusivamente pelo Detran, e é ele que decidirá se o candidato está preparado ou não.
Ao ser aprovado na prova teórica e prática, o candidato recebe a Permissão para Dirigir (PPD), válida por um ano.
Consulta pública aberta
A proposta ainda está em consulta pública. A Secretaria Nacional de Trânsito vai analisar sugestões antes de bater o martelo. Depois disso, as regras podem entrar em vigor imediatamente ou passar por um período de transição.








