Operação Navalha: Delegada é presa suspeita de crimes de corrupção e tráfico de drogas, no Amazonas

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Nesta sexta-feira (19), durante a Operação Navalha a polícia prendeu no município de Codajás (distante 240 quilômetros de Manaus), a delegada de Polícia Civil do Amazonas, Alessandra de Souza Braga, por suspeita de crimes de corrupção e tráfico de drogas.

O agente penitenciário Antônio Jorge de Albuquerque Santiago, marido da delegada Alessandra de Souza Braga, titular da Delegacia de Codajás, também foi preso suspeito de libertar presos sem registro em boletim de ocorrência e sem audiência de custódia.

 Delegada é presa suspeita de crimes de corrupção e tráfico de drogas - Imagem: Divulgação
Delegada é presa suspeita de crimes de corrupção e tráfico de drogas – Imagem: Divulgação

Na operação realizada pela Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai), Polícia Civil e Corregedoria Geral de Segurança Pública, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva contra a delegada e o agente, quatro mandados de busca e apreensão em setores da 78ª Delegacia Interativa de Polícia de Codajás e na Companhia da Polícia Militar, e um mandado de busca e apreensão em Manaus.

A Operação Navalha tem o objetivo de combater crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção ativa e passiva e exploração de prestígio envolvendo agentes públicos de segurança em Codajás. Os envolvidos tinham como principal atividade o comércio e transporte de drogas, promovida por um traficante local, que mantinha uma grande rede logística em municípios próximos como Coari e com conexões até na cidade de fronteira Tabatinga. Eles coordenavam o tráfico de grandes quantidades de drogas e também possuíam munições de armas de fogo de calibre restrito.

Segundo as investigações, os criminosos ainda atuavam como “piratas dos rios”, promovendo ataques a embarcações de traficantes rivais. Durante o acompanhamento do caso, a SSP acabou verificando a participação de agentes públicos responsáveis pela segurança pública de Codajás, que protegiam os traficantes ao invés de combatê-los.

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