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Manaus, AM, sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

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Prefeitura de Manaus fortalece diagnóstico precoce da hanseníase com uso do Questionário de Suspeição

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O diagnóstico precoce da hanseníase é uma das principais estratégias da rede de atenção primária à saúde para o controle da doença, que ainda hoje é cercada por estigmas e preconceitos. Em Manaus, a Prefeitura utiliza como ferramenta fundamental o Questionário de Suspeição de Hanseníase (QSH), adotado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) desde 2022, com resultados positivos na identificação oportuna de casos da infecção.

O QSH reúne perguntas relacionadas a sinais neurológicos e dermatológicos precoces da hanseníase e é aplicado de forma rotineira pelas equipes das unidades de saúde, em escolas e nos bairros da capital, com atuação direta dos Agentes Comunitários de Saúde (ACSs). A estratégia ganha reforço especial durante a campanha Janeiro Roxo, voltada à conscientização e combate à doença.

A chefe do Núcleo de Controle da Hanseníase (Nuhan/Semsa), enfermeira Ana Cristina Malveira, destaca o papel estratégico do questionário na detecção precoce da doença, permitindo a identificação de sinais e sintomas iniciais que, muitas vezes, passam despercebidos.

“O fator tempo é essencial no tratamento da hanseníase. Quando a doença é identificada precocemente, o tratamento pode ser iniciado de imediato, interrompendo a cadeia de transmissão. Além disso, o diagnóstico oportuno evita lesões irreversíveis, que impactam não apenas a saúde física, mas também a vida emocional e social dos pacientes. Nesse contexto, o QSH viabiliza um fluxo fundamental para a cura do usuário”, ressalta.

Desde a implantação do instrumento, em 2022, a Semsa identificou 170 casos suspeitos por meio do questionário, dos quais 22 foram confirmados como hanseníase. A aplicação segue critérios técnicos definidos pela vigilância em saúde e é direcionada principalmente a pessoas com sinais sugestivos da doença, como manchas claras, avermelhadas ou amarronzadas na pele com perda de sensibilidade, dormência, formigamento, fraqueza em mãos e pés, além de histórico de contato próximo com casos confirmados.

O questionário também é aplicado em grupos populacionais considerados de maior risco, como moradores de áreas com maior vulnerabilidade social, pessoas que vivem em domicílios com aglomeração e usuários dos serviços de saúde com queixas dermatoneurológicas inespecíficas. O objetivo é identificar precocemente quem necessita de avaliação clínica detalhada e encaminhamento adequado para diagnóstico e tratamento.

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A definição das áreas prioritárias para aplicação do QSH é baseada em critérios epidemiológicos e territoriais, como histórico recente de casos da doença, altas taxas de detecção, ocorrência de casos em menores de 15 anos, registros de diagnóstico com grau 2 de incapacidade e abandono de tratamento. Indicadores sociais, como alta densidade populacional, condições precárias de moradia e dificuldade de acesso aos serviços de saúde, também são considerados.

Com base nessa análise, as equipes da vigilância em saúde e da atenção básica organizam ações de busca ativa em territórios estratégicos, como feiras, escolas, unidades de saúde e eventos comunitários.

Sinais e sintomas

Devido à evolução lenta da infecção causada pelo Mycobacterium leprae, o diagnóstico precoce da hanseníase ainda representa um desafio. O período de incubação da doença pode variar de dois a sete anos, o que reforça a importância da identificação oportuna dos sinais e sintomas para interromper a transmissão e garantir a cura.

A hanseníase pode se manifestar por meio de manchas na pele com perda de sensibilidade ao toque, ao calor ou à dor, além de formigamentos, dormências e fraqueza em mãos e pés. Muitas pessoas convivem com esses sinais por meses ou até anos sem saber que se trata da doença, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o risco de incapacidades físicas permanentes.

“Cada questionário aplicado representa uma oportunidade de interromper a cadeia de transmissão, proteger famílias inteiras e reduzir o estigma que ainda envolve a hanseníase. Além disso, a detecção precoce contribui para a redução de custos com tratamentos mais complexos e reabilitação, fortalecendo o Sistema Único de Saúde (SUS) e promovendo mais qualidade de vida para a população”, acrescenta Ana Cristina.

A enfermeira também reforça que a participação da comunidade é fundamental para mudar o cenário da doença em Manaus. Ao responder ao questionário com atenção e procurar uma unidade de saúde diante de qualquer alteração na pele ou nos nervos, a população contribui diretamente para a saúde individual e coletiva.

Dados do Núcleo de Controle da Hanseníase apontam que, em 2025, foram registrados 106 novos casos da doença na capital, sendo 10 em pessoas menores de 15 anos, o que evidencia a transmissão no ambiente familiar e entre contatos próximos.

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