Sustentabilidade
Preservação da Amazônia: O que as Políticas Ambientais Globais estão fazendo pela floresta
A preservação da Amazônia hoje se decide tanto nas aldeias e nas prefeituras quanto em salas de negociação internacionais. Três frentes mostram como essas esferas se cruzam.
Integração regional amazônica
A Declaração de Belém, assinada por oito países em dois mil e vinte e três, reforçou cooperação em clima, biodiversidade, combate a crimes ambientais, ciência e cidades amazônicas. O documento deu novo fôlego à OTCA e criou base política para articular posições comuns na UNFCCC e além.
Políticas globais que batem na porteira
Regras internacionais de cadeias de suprimento estão redesenhando incentivos. A Regulamentação de Desmatamento da União Europeia (EUDR), adiada para trinta de dezembro de dois mil e vinte e cinco para grandes empresas (e dois mil e vinte e seis para pequenas), exigirá comprovação de que produtos como carne, soja, cacau, café e madeira não causam desmatamento — um divisor de águas para produtores amazônicos. Isso acelera rastreabilidade, georreferenciamento e assistência técnica, mas também exige apoio para pequenos.
Mecanismos climáticos e a floresta em pé
Instrumentos da UNFCCC — como REDD+ e cooperação do Artigo 6 — conectam preservação a fluxos financeiros internacionais. Com governança robusta e salvaguardas, podem alavancar restauração, manejo florestal e cadeias de valor sustentáveis; sem isso, correm o risco de marginalizar quem protege a floresta.
Conclusão
A engrenagem internacional está se movendo: integração amazônica, acordos climáticos e regras de mercado começam a recompor o valor econômico da floresta viva. O teste real será transformar resoluções em contratos, crédito e serviços para as comunidades que mantêm a Amazônia em pé — com transparência, direitos garantidos e resultados verificáveis.








