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Sem testamento, herança de R$ 5 milhões pode ir parar nas mãos de Suzane von Richthofen
A ausência de um testamento deixado por Miguel Abdalla Netto, médico aposentado de 76 anos, abriu caminho para que Suzane von Richthofen possa ter acesso a uma herança estimada em cerca de R$ 5 milhões. Um levantamento realizado em todos os cartórios de São Paulo confirmou que Miguel não deixou nenhum documento formalizando sua última vontade.
Miguel, tio de Suzane, foi encontrado morto dentro de casa, no bairro do Campo Belo, zona sul da capital paulista, no último dia 9 de janeiro. O corpo estava sentado em uma poltrona, em avançado estado de decomposição, e a Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita.
Patrimônio milionário
A herança inclui ao menos duas casas, aplicações financeiras e um sítio no litoral paulista. Miguel não tinha pais vivos, esposa, filhos ou irmãos, o que, pela legislação, coloca Suzane como uma das herdeiras diretas.
Disputa judicial já começou
Além de Suzane, também disputa a herança a prima Silvia Magnani, de 69 anos, que afirma ter mantido um relacionamento com Miguel por cerca de 14 anos. Ela tenta na Justiça o reconhecimento de uma união estável, o que lhe garantiria direito à partilha dos bens.
Foi Silvia quem conseguiu liberar o corpo e providenciar o sepultamento. Em declarações, ela afirmou que Miguel tinha uma relação conturbada com a sobrinha: “Ele falava horrores da Suzane. Ela mandou matar a própria mãe, que era a única irmã dele” disse.
Briga antes mesmo do inventário
A disputa entre Silvia e Suzane começou antes da abertura oficial do inventário. As duas travaram um embate para decidir quem ficaria responsável pelo corpo e, depois, tentaram acessar o imóvel onde Miguel morava. Um vizinho, que está com a chave da casa, se recusou a entregá-la sem ordem judicial.
Suzane já contratou uma advogada e afirma que irá lutar judicialmente pelo patrimônio, alegando que os bens pertencem a ela e ao filho.
Ironia que chama atenção
O caso traz um paradoxo marcante: Suzane foi impedida de herdar cerca de R$ 10 milhões deixados pelos próprios pais, assassinados em 2002, após Miguel entrar na Justiça e conseguir que ela fosse declarada indigna de herdar. Na época, toda a herança ficou com Andreas von Richthofen, irmão de Suzane.
Agora, com a morte do tio, os papéis se invertem, e Suzane pode acabar usufruindo do patrimônio justamente de quem ajudou a tirá-la da herança dos pais.
Andreas está isolado
Andreas chegou a ser procurado para assumir o papel de inventariante, mas não foi localizado. Desde a pandemia, ele vive recluso em um sítio no interior de São Paulo, sem energia elétrica e sem acesso à internet. Nem mesmo sua advogada conseguiu contato recente.
Morte ainda sem causa definida
Segundo o atestado de óbito, a causa da morte de Miguel é indeterminada e depende de exames complementares. Ele foi sepultado no Cemitério Municipal de Pirassununga.
A inexistência de testamento foi confirmada pelo Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo, após consulta a bases nacionais de registros cartoriais, que não encontraram nenhum documento em nome do médico.

Sem testamento, herança de R$ 5 milhões pode ir parar nas mãos de Suzane von Richthofen – Foto: Redes sociais








