Polícia
Suspeito que matou adolescente de 14 anos já havia estvprad0 criança, a própria mãe e estava em prisão domiciliar
Marlon Carvalhedo da Rocha, de 29 anos, preso em flagrante pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) pelo feminicídio de uma adolescente de 14 anos, em Planaltina (DF), já possuía um extenso histórico criminal e cumpria medida de prisão domiciliar no momento do crime.
As informações foram confirmadas por autoridades de segurança e constam em registros policiais ao longo dos últimos anos.
Histórico criminal inclui estupros, ameaças e uso de drogas
O histórico de Marlon remonta a 2016, quando foi autuado por uso e porte de drogas.
Em agosto de 2019, a PMDF registrou uma ocorrência de estupro de vulnerável envolvendo uma criança de 11 anos. Segundo relato da mãe da vítima, o crime teria ocorrido durante um almoço em uma chácara. Na ocasião, Marlon, embriagado e sob efeito de entorpecentes, teria levado a menina à força para uma cachoeira, onde ocorreu o abuso, além de ter feito ameaças de morte.
Já em 2023, ele voltou a ser alvo de investigação por outro caso de estupro, desta vez contra a própria mãe, durante uma saída temporária de Natal. A agressão teria sido contida por familiares e confirmada por um vídeo gravado logo após o ocorrido.
Mais recentemente, em 13 de janeiro deste ano, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investigou Marlon por suspeita de envolvimento no roubo de um veículo no Itapoã. O carro foi recuperado após uma perseguição policial e continha documentos em nome do suspeito. A passageira que estava no veículo foi detida por desacato.

Imagem: Reorudução
Relembre o caso do feminicídio
Marlon foi preso cerca de 20 minutos após o acionamento da PMDF, com apoio da mãe da vítima e por meio do rastreamento de um celular roubado da residência.
Segundo as investigações, ele mantinha um relacionamento recente com a mãe da adolescente e esteve no apartamento da família na noite anterior ao crime.
Na madrugada de domingo (18), o suspeito teria isolado a adolescente de 14 anos da irmã mais nova, de 11 anos. Ao acordar, a mãe encontrou a filha desacordada, com lesões no pescoço, indicando sinais de violência.
Após o crime, Marlon fugiu a pé, levando objetos da residência, como celular, computador, perfumes e roupas.
A família morava havia cerca de três meses no prédio, que ainda apresentava falta de mobília e iluminação adequada, fator que também dificultou a percepção imediata da movimentação no local.
Investigação em andamento
O suspeito permanece detido na 16ª Delegacia de Polícia de Planaltina, onde o caso segue sob investigação. A polícia apura todas as circunstâncias do crime e a responsabilidade penal do acusado.
O caso reacende o debate sobre monitoramento de pessoas em prisão domiciliar, reincidência criminal e políticas de proteção a mulheres, crianças e adolescentes.
Denúncia e proteção
Casos de violência contra mulheres, crianças e adolescentes podem ser denunciados pelo Disque 180, 190 ou diretamente nas delegacias especializadas.








