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Manaus, AM, sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

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Voluntários localizam novas peças de roupas infantis durante buscas por irmãos desaparecidos em Bacabal

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Voluntários que participam das buscas pelos irmãos Ágata Isabelle, de 5 anos, e Allan Michael, de 4, encontraram, na manhã deste domingo (11), novas peças de roupas infantis em uma área de mata no município de Bacabal, no Maranhão. As crianças estão desaparecidas desde a tarde do dia 4 de janeiro.

Foto – Reprodução

De acordo com um dos voluntários, as roupas foram encontradas próximas a uma grota, em uma região de mato alto, ainda dentro do povoado quilombola São Sebastião dos Pretos, local onde os irmãos desapareceram. No mesmo ponto, também foi localizada uma xícara de porcelana. Todo o material deverá ser analisado pela Polícia Civil, que investiga se os objetos pertencem às crianças.

Esta é a segunda vez que roupas infantis são encontradas na área de buscas. Na quinta-feira (8), um calção e uma sandália foram localizados em outra região de mata. Após perícia, a Polícia Civil confirmou que os itens pertenciam a Anderson Kauã, de 8 anos, primo de Ágata e Allan, que também estava desaparecido, mas foi encontrado no mesmo dia por carroceiros.

Ainda na manhã deste domingo, equipes da Perícia Oficial do Estado retornaram ao povoado para a realização de novos trabalhos técnicos. As informações sobre o caso seguem sob sigilo para não comprometer as investigações.

Buscas entram no 8º dia

Neste domingo, as buscas pelos irmãos chegaram ao oitavo dia consecutivo. A operação recebeu reforço de 26 militares do Batalhão de Infantaria de Selva do Exército Brasileiro, vindos de São Luís, além de 15 policiais do Batalhão Ambiental da Polícia Militar. Com isso, cerca de 600 pessoas, entre agentes de segurança e voluntários, atuam na procura, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão.

As equipes concentram esforços em uma área próxima a um lago de aproximadamente 800 metros, onde roupas de Anderson Kauã foram encontradas. O relato do menino, que afirmou ter deixado os primos no local enquanto buscava ajuda, também reforça a suspeita de que os irmãos estejam na região. O depoimento foi prestado aos pais e à psicóloga que acompanha Anderson, que segue internado em observação após ser encontrado na quarta-feira (7).

Terreno dificulta operação

Segundo o tenente-coronel Marcos Bittencourt, o terreno apresenta condições adversas, com vegetação densa, poucas trilhas e acesso difícil. A região não possui energia elétrica e abriga riscos adicionais, como armadilhas instaladas por caçadores, comuns na área. Durante as buscas, equipes também relataram a presença de serpentes, além de grande quantidade de insetos e animais silvestres.

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A área de buscas, com cerca de 15 km², fica entre o Quilombo São Sebastião dos Pretos e o povoado Santa Rosa, onde Anderson foi localizado, a cerca de 4 km em linha reta do ponto inicial do desaparecimento. O local é composto por pastagens, mata fechada, açudes e lagos.

Mobilização de voluntários

Centenas de voluntários se uniram às forças de segurança desde o início das buscas. Moradores de povoados vizinhos auxiliam indicando trilhas, caminhos antigos e áreas de difícil acesso. “Nosso desejo é encontrar as crianças vivas. Viemos em mais de 50 pessoas e vamos ficar até a noite ajudando”, afirmou o pedreiro Juscelino Morais.

Foto – Reprodução

Outros voluntários também deixaram suas atividades para contribuir. “Quem tem filho se coloca no lugar. Viemos dar força para a comunidade”, disse Antônio Pereira Brito. Já o pescador Pedro Ferreira reforçou a esperança: “A vontade é grande. Se Deus quiser, vamos encontrar”.

Moradores com embarcações também participam das buscas pelo rio Mearim, já que o local onde Anderson foi encontrado fica a cerca de 100 metros do rio. O empresário Ibrahim Rachid reuniu amigos para percorrer a área. “A gente se sensibiliza com as crianças. Por isso vim ajudar”, relatou.

Para dar suporte às equipes, a prefeitura montou duas bases de apoio, garantindo funcionamento ininterrupto das operações, que seguem 24 horas por dia.

Na noite de quinta-feira (9), o avô de Ágata, Oswaldo, falou emocionado sobre a angústia da família. “A esperança é o que nos dá força para continuar. Mas é muito difícil não saber onde procurar”, desabafou.

Novas estratégias

Segundo o comandante da Polícia Militar do Maranhão, coronel Wallace Amorim, novas estratégias foram adotadas. Policiais do Comando de Operações Especiais (Cosar) e do Batalhão de Choque estão sendo transportados por helicópteros do Centro Tático Aéreo para áreas de mata fechada. As buscas também contam com drones equipados com câmeras térmicas e cães farejadores.

“As equipes avançam em sentido contrário ao ponto onde o menino foi encontrado, traçando novos perímetros. É um ambiente inóspito”, destacou o coronel.

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As buscas seguem concentradas na região dos lagos entre o povoado Santa Rosa e o Quilombo São Sebastião dos Pretos.

Foto – Reprodução

Informações do G1

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