Culinária Amazônica
Conheça a pipoca feita com as sementes da Vitória-Régia, símbolo da Amazônia
A vitória-régia é uma das maiores plantas aquáticas do mundo, podendo chegar a 3 metros de diâmetro. Símbolo da Amazônia, a planta não impressiona apenas pela beleza, mas também pelo seu potencial gastronômico: com suas sementes é possível até fazer pipoca.
Como funciona
As sementes da vitória-régia possuem características semelhantes às do milho, o que faz com que estourem quando aquecidas. O preparo é o mesmo da pipoca tradicional: óleo comum em uma panela baixa. A diferença está no sabor e na aparência – os grãos são mais escuros e explodem com força, embora nem todos estourem.
Muito além da pipoca
De acordo com o biólogo Valdely Kinupp, do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), praticamente todas as partes da planta podem ser aproveitadas:
Flor: pode virar geleia.
Sementes: além da pipoca, produzem fécula.
Caules e talo: também são comestíveis.
Por isso, a vitória-régia é considerada uma PANC – Planta Alimentícia Não Convencional, com grande potencial para a alimentação amazônica e brasileira.

Além de serem semelhantes ao milho, as sementes de vitórias-régias estouram e viram pipoca – Imagem: Reprodução
História e curiosidades
O nome “vitória-régia” foi dado pelos ingleses em homenagem à Rainha Vitória. As enormes folhas, que lembram fornos de farinha de mandioca, originaram apelidos como “forno-de-jacaré”. O rizoma é conhecido como “cará-d’água”, e as sementes, por virarem fécula, também recebem o nome de “milho-d’água”.
As flores, brancas na primeira noite e rosadas na segunda, podem chegar a 40 cm de diâmetro e são polinizadas por besouros.
Com informações: Clube da Pipoca








