Amazonastur divulga potencialidades do birdwatching amazonense no Avistar 2019

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Os destinos turísticos amazonenses que oferecem o birdwatching (observação de aves) foram apresentados pelo Governo do Amazonas, por meio da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), durante a maior feira do setor da América Latina, a 14ª AvistarBrasil 2019, na Universidade de São Paulo (USP), neste fim de semana. Pela primeira vez, a Amazonastur levou para o encontro operadores do trade local, dos municípios de Manacapuru e Presidente Figueiredo.

De acordo com a assessora técnica da Amazonastur Natacha Atala, durante os três dias de feira, o passarinheiro (birdwatcher) pôde se informar sobre os destinos do Amazonas que oferecem o segmento turístico de maior crescimento no estado. Isso acontece porque das 1,3 mil espécies de aves existentes na Amazônia, 929 estão no Amazonas, o que tem atraído turistas do mundo inteiro anualmente.

“A Amazonastur está promovendo o birdwatching para atrair ainda mais amantes da observação de aves para o estado. Destinos como Novo Airão, Manacapuru, Presidente Figueiredo e Tefé (Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá) já oferecem a atração, e por isso a importância de participar da maior feira da América Latina, que é a Avistar”, disse Natacha.

Turismo de Bird Watching no Amazonas / Foto : Divulgação
Turismo de Bird Watching no Amazonas / Foto : Divulgação

Potencialidade amazonense – De acordo com o diretor-geral da AvistarBrasil, Guto Carvalho, as vozes da floresta do Amazonas têm se destacado entre as regiões que oferecem a prática do birdwatching no país.

“Esse turismo ligado à contemplação, observação, fotografia de aves, tem um potencial muito grande para se desenvolver. E a gente tem visto que diversas regiões do Brasil, como por exemplo o estado do Amazonas, tem mostrado um potencial gigante para esta atividade. Manaus, por exemplo, tem o maior número de registro de espécies em área urbana. O potencial existente em todo o estado é imenso”, destacou ele.

O biólogo Pedro Nassar, coordenador do Programa de Turismo de Base Comunitária do Instituto Mamirauá, explicou que a região de Mamirauá, em Tefé, tem crescido devido às diferentes áreas de vegetação e terreno, como várzea e terra firme.

“Como alaga todo ano e possui uma dinâmica muito única, há muitas espécies de aves que só ocorrem nessa região, diferentemente de outras áreas de terra firme. Estão trabalhando para conciliar esse tipo de turismo na região da várzea e terra firme, nas áreas da pousada Uakari, da Flona de Tefé e de RDS Amanã. A ideia é que o turista possa observar, em um curto espaço de tempo, mais espécies, em uma semana a dez dias”, comentou o pesquisador.

Ao todo, são 100 milhões de observadores pelo mundo, sendo que os maiores emissores para o Amazonas são Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, Japão, Alemanha. Em média, osbirdwatchers gastam US$ 70 com pacotes turísticos, permanecendo entre 4 e 9 dias na região. No Brasil são cerca de 35 mil observadores, tendo como principais emissores o Pantanal, Foz do Iguaçu, Rio de Janeiro e Amazônia.

Galo da Serra / Foto : Divulgação
Galo da Serra / Foto : Divulgação

Promoção – O diretor da pousada Cirandeira Bela (Manacapuru), Froylan Filho, destacou a reaproximação da Amazonastur com a iniciativa privada na promoção dos destinos turísticos do Amazonas. “Agradeço à Amazonastur por abrir esse espaço para nós operadores poder divulgar os nossos produtos, sobretudo nós que atuamos também na observação de aves, em nossa pousada”, disse o operador.

Já o condutor de turismo da Biotur, Frederico Neto, que atua em Presidente Figueiredo, disse que o birdwatching cresce a cada ano no município. “Cada dia vem mais pessoas passarinhar e aumento o número de aves catalogadas no município. A tendência é crescer ainda mais”.

Sobre uma viagem ao Amazonas, a artista conservacionista Berditte Lümmier, do Paraná, revelou o desejo de visitar o estado para praticar o birdwatching e desenhar as espécies da região. “Eu sou apaixonada pelo Amazonas, e não escondo o desejo de ir conhecer a região do Mamirauá. É um estado rico em natureza”, frisou a paranaense.

Avistar 2019 / Foto : Divulgação

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