Internacional
Pais processam OpenAI e culpam ChatGPT por suicídio de filho de 16 anos
Os pais de Adam Raine, de 16 anos, entraram com uma ação judicial contra a OpenAI e o CEO da empresa, Sam Altman, após a morte do filho em abril deste ano, nos Estados Unidos. Eles afirmam que o jovem recebeu do ChatGPT orientações sobre automutilação e métodos de suicídio.
De acordo com o processo, Adam teria conversado por meses com a inteligência artificial sobre seus pensamentos suicidas. Os pais relatam que o chat não apenas validou essas ideias, como também sugeriu formas de esconder evidências de uma tentativa e chegou a oferecer ajuda para redigir uma nota de despedida.

A família acusa a empresa de homicídio culposo e de negligência em segurança de produto, alegando que a OpenAI priorizou o lucro ao lançar a versão GPT-4o em 2024, mesmo ciente dos riscos para usuários vulneráveis.
Posição da OpenAI
Um porta-voz da OpenAI lamentou a morte do adolescente e afirmou que o ChatGPT possui salvaguardas para indicar serviços de apoio em situações de crise. No entanto, reconheceu que esses mecanismos podem ser menos eficazes em interações longas.
A empresa informou ainda que estuda novas medidas de proteção, como controles parentais, conexão de usuários a recursos de apoio no mundo real e a criação de uma rede de profissionais de saúde licenciados para atuar diretamente no chat.
Pedido da família
No processo, os pais também solicitam que a OpenAI implemente:
- verificação de idade dos usuários;
- bloqueio de respostas sobre métodos de automutilação;
- alertas sobre riscos de dependência psicológica.









