Justiça decreta nova prisão e Oruam é considerado foragido após tornozeleira “desligar” - No Amazonas é Assim
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Manaus, AM, quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

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Justiça decreta nova prisão e Oruam é considerado foragido após tornozeleira “desligar”

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O cantor de funk e trap Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, passou a ser considerado foragido da Justiça após a decretação de uma nova prisão preventiva. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), a tornozeleira eletrônica do artista está desligada desde domingo (1º).

A decisão foi assinada nesta terça-feira (3) pela juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal. Pouco antes, na segunda (2), o ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), havia revogado o habeas corpus que mantinha o cantor em liberdade com medidas cautelares.

De acordo com a Seap, o equipamento de monitoramento foi instalado no fim de setembro e passou a apresentar irregularidades recorrentes a partir de novembro. A Justiça foi oficialmente comunicada de violações nos dias 1º, 4 e 11 de novembro, além de 1º e 5 de dezembro. Ao todo, foram 66 violações, sendo 21 apenas em 2026.

Justiça decreta nova prisão e Oruam é considerado foragido após tornozeleira “desligar” – Foto: Reprodução

Após a nova ordem de prisão, a empresária Márcia Gama, mãe de Oruam e esposa de Marcinho VP, publicou uma mensagem enigmática nas redes sociais:

“Deus tem a última palavra. E isso é o suficiente”,
embalada pela música gospel “Aquieta Minh’alma”, do Ministério Zoe.

Defesa contesta versão oficial

A defesa do cantor nega qualquer descumprimento intencional. O advogado Fernando Henrique Cardoso afirma que não houve desligamento proposital da tornozeleira, mas sim falhas técnicas no equipamento.

Segundo ele, desde dezembro já havia registros de problemas de carregamento. “No dia 9 de dezembro, Mauro foi convocado à Seap, onde técnicos constataram a falha e substituíram o equipamento. Existe documento oficial comprovando isso”, afirmou.

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Caso envolve ataque a policiais

O processo contra Oruam tem origem em 22 de julho de 2025, durante uma operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), no bairro do Joá, Zona Oeste do Rio. Policiais cumpriam mandado contra um adolescente suspeito de integrar o Comando Vermelho quando, segundo a denúncia, o cantor e outros envolvidos teriam arremessado pedras de grande porte contra os agentes, colocando em risco a vida de um delegado e de um oficial de cartório.

Após a ação, o grupo teria fugido para o Complexo da Penha e publicado mensagens nas redes sociais desafiando as autoridades. O artista foi denunciado por duas tentativas de homicídio qualificado.

STJ viu risco à ordem pública

No julgamento mais recente, o STJ entendeu que o descumprimento reiterado do monitoramento eletrônico inviabilizou a fiscalização judicial e justificou o restabelecimento da prisão preventiva.

O ministro Paciornik destacou que a medida não representa antecipação de pena, mas é necessária para garantir a aplicação da lei penal e a credibilidade das decisões judiciais.

A Polícia Civil informou que realiza diligências em diferentes endereços ligados ao cantor, mas ele não foi encontrado em sua residência, na Freguesia de Jacarepaguá.

Oruam havia sido solto no ano passado após o STJ considerar frágil a fundamentação da prisão preventiva.

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