Polícia
Chacina em Autazes: Suspeito que matou casal e criança de 7 anos é encontrado morto na mata após caçada com cão farejador
Um crime que chocou o interior do Amazonas ganhou um desfecho dramático na tarde desta sexta-feira (24/4). Lucas da Silva, de 35 anos, apontado como o autor da chacina que vitimou três pessoas da mesma família – incluindo uma criança de apenas 7 anos –, foi localizado sem vida em uma área de mata fechada na comunidade do Taquara, zona rural de Autazes, a cerca de 110 Km de Manaus.
A força-tarefa montada pela Polícia Militar, com o apoio decisivo de um cão farejador, passou três dias vasculhando a floresta densa atrás do fugitivo. O corpo de Lucas foi encontrado por volta das 15h. Até o momento, as autoridades não divulgaram a causa exata da morte.
A chacina da família em Autazes
Tudo começou na manhã da última terça-feira (22/4) quando vizinhos da comunidade do Taquara estranharam o silêncio na casa simples de Ramon Santos das Neves, de 25 anos. Ao entrarem na residência se depararam com uma cena de horror: Ramon, a companheira Alyni Pinheiro Barbosa, de 24 anos, e o filho do casal, Ítalo Davi Pinheiro das Neves, de apenas 7 anos, estavam mortos. Os corpos apresentavam múltiplos golpes de arma branca – provavelmente um facão, segundo informações iniciais da Polícia Militar.
O crime foi brutal e sem chance de defesa. As vítimas foram atacadas enquanto dormiam ou mal acordavam, segundo relatos preliminares. Lucas da Silva, identificado rapidamente como o principal suspeito, é cunhado de Ramon e teria agido por vingança. Testemunhas disseram que ele não aceitava o fim do relacionamento com Alyni e culpava a família toda pela separação. Após o ataque, ele fugiu para o meio da mata, levando apenas a roupa do corpo.
Resposta rápida
Menos de 24 horas após o crime, uma força-tarefa foi formada com policiais militares da região, com apoio da Coordenadoria de Operações Especiais (COE) e o cão farejador – um pastor-alemão treinado para rastrear odores humanos em mata fechada. Os agentes sabiam que Lucas conhecia bem a área rural e que a floresta amazônica poderia ser sua aliada. Chuva, mosquitos, terrenos alagados e o calor intenso tornaram a busca ainda mais difícil.
Durante três dias, os policiais seguiram pistas deixadas pelo suspeito: pegadas na lama, galhos quebrados e roupas abandonadas. O cão farejador foi fundamental. “Ele foi o grande herói dessa operação”, comentou um policial em conversa informal com a imprensa local. “Sem ele, seria como procurar agulha no palheiro”.
Na tarde de sexta, o cão deu o sinal: o cheiro estava forte. Os agentes avançaram e encontraram Lucas caído em uma clareira cercada por árvores altas. Ele estava morto. A perícia foi chamada e o corpo foi removido. A polícia informou que as investigações continuam para esclarecer se houve suicídio, exaustão ou outra causa.
Casos de violência doméstica e crimes passionais infelizmente não são raros no interior do Amazonas. Dados da Secretaria de Segurança Pública mostram que o estado registra um número preocupante de feminicídios e agressões no ambiente familiar. Muitos especialistas apontam a falta de apoio psicológico, o fácil acesso a armas brancas no campo e a cultura do “não aceito o fim” como fatores que alimentam esse tipo de tragédia.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o corpo do suspeito sendo transportado em uma embarcação e o momento que chega na sede de Autazes. A Polícia Civil do Amazonas segue conduzindo as investigações para esclarecer todos os detalhes do caso.
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