Jaqueta dos Mamonas Assassinas é encontrada intacta sobre caixão de Dinho após 30 anos em Guarulhos - No Amazonas é Assim
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Manaus, AM, sexta-feira, 6 de março de 2026

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Jaqueta dos Mamonas Assassinas é encontrada intacta sobre caixão de Dinho após 30 anos em Guarulhos

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Uma jaqueta com o símbolo da banda e a bandeira do Brasil foi encontrada intacta sobre o caixão do cantor Dinho durante a exumação dos integrantes do grupo Mamonas Assassinas, realizada no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

O achado chamou atenção nas redes sociais, especialmente pelo estado de conservação da peça três décadas após o sepultamento.

Tragédia que marcou o país

Os músicos Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli morreram em 2 de março de 1996, após a queda do avião em que estavam na região da Serra da Cantareira, na zona norte da capital paulista.

Trinta anos depois da tragédia, os corpos foram exumados para que parte das cinzas seja utilizada como adubo em um memorial ecológico que será aberto à visitação.

Por que a jaqueta permaneceu intacta?

O CEO da marca Mamonas, Jorge Santana, explicou que a jaqueta foi colocada sobre o caixão de Dinho no dia do enterro.

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Segundo especialistas, o estado de conservação do item está relacionado ao material. A peça é feita de nylon, um tipo de plástico que pode levar até 200 anos para se decompor.

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“É um material de duração praticamente eterna. Esse tipo de roupa, em condições naturais no meio ambiente, pode chegar a 200 anos intacta. Considerando que ela estava enterrada, esse tempo pode ser ainda maior”, explicou o professor Fabrício Stocker, da FGV.

Jaqueta dos Mamonas Assassinas é encontrada intacta sobre caixão de Dinho após 30 anos em Guarulhos – Foto: Reprodução

A família pretende encaminhar a jaqueta para o museu do Centro Universitário FIG-Unimesp, em Guarulhos, onde deverá integrar o acervo em exposição permanente.

Memorial ecológico terá cinco jacarandás

A exumação ocorreu na última segunda-feira (23) e faz parte da criação do Jardim BioParque Memorial Mamonas. A proposta é plantar cinco jacarandás, um para cada integrante, transformando o espaço em um “memorial vivo”, que une natureza, tecnologia e memória.

“A ideia foi tirar da lógica de túmulo estático e transformar em um espaço de vida, encontro e homenagem permanente”, afirmou Jorge Santana.

O memorial será instalado atrás dos túmulos originais, que serão mantidos como referência. Cada árvore terá identificação nominal e recursos digitais para que visitantes acompanhem o crescimento em tempo real e acessem conteúdos multimídia, como clipes, entrevistas e registros históricos da banda.

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A visitação será gratuita, e as famílias terão controle sobre o conteúdo disponibilizado tanto no ambiente físico quanto nas plataformas digitais.

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Legado e novos projetos

Além do memorial, a família estuda a criação de um museu dedicado ao grupo, com roupas e objetos pessoais. O Instituto Mamonas Assassinas também deve ampliar projetos sociais já existentes, como iniciativas esportivas e ações voltadas ao público com autismo.

Segundo Hildebrando Alves Leite, pai de Dinho, a proposta dialoga com a personalidade do filho, que tinha forte ligação com a natureza.

Ele sempre preservava o que via pela frente, recolhia o que estava no chão. Gostava muito da natureza”, afirmou.

A expectativa é que Guarulhos, cidade natal da banda e segundo município mais populoso do estado de São Paulo, incorpore o memorial à sua rota cultural, mantendo viva a história de um dos grupos mais marcantes da música brasileira.