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Manaus, AM, domingo, 05 de fevereiro de 2023

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Seguro Contra Crimes Cibernéticos: Valem a Pena?

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[Foto de Axville, disponível no Unsplash.com]
Foto de Axville, disponível no Unsplash.com

A ameaça dos crimes cibernéticos ou virtuais está em ascensão. De acordo com um relatório da Financial Review, a ocorrência de hacking e fraude financeira on-line está no seu ponto mais alto em anos, com um ataque a cada sete minutos. Segundo a empresa de segurança virtual Symantec, no Brasil esse número é ainda mais alarmante: 54 ataques por minuto.

Isso levou a um aumento na contratação de seguros contra crimes cibernéticos. O produto, que antes interessava sobretudo a empresas, está na mira de consumidores individuais. Eles estão descobrindo que podem encontrar coberturas que os compensam no caso de um ataque por preços razoáveis.

Por outro lado, há detratores que argumentam que o seguro não vale a pena. Eles dizem que o que precisamos é de mais educação.

Quem tem razão nesse debate?

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Este artigo analisa os prós e os contras de cada argumento para responder à pergunta que intriga muitos internautas.

O que é o seguro contra crimes cibernéticos?

O seguro contra crimes cibernéticos é um tipo de proteção que se pode contratar para ser compensado pelas consequências dos ataques cibernéticos, que estão se tornando mais sofisticados.
Algumas pessoas não têm certeza se devem fazer este tipo de seguro porque não sabem se valerá a pena a longo prazo. Equilibrar o custo de um prêmio contra o risco de ser realmente atacado pode às vezes ser difícil. Por isso é importante pesar os prós e os contras de contratar um seguro.

Os prós

O aumento da demanda por prêmios do seguro contra crimes cibernéticos não ocorreu sem razão, já que eles podem ser muito benéficos ao consumidor.

Talvez o mais importante benefício seja a tranquilidade. Embora muitos bancos cubram o custo dos ataques, às vezes ainda é uma luta para reclamar o dinheiro roubado, com algumas vítimas tendo que esperar semanas ou até meses para recupera-lo. Ter a segurança extra de um pagamento de seguro traz muito mais paz de espírito.

Além disso, os prêmios tendem a ser relativamente baratos dependendo de onde você viva. Um estudo recente da Security.org descobriu que muitos custam apenas 500 dólares por ano, o que em países como os Estados Unidos é um pequeno acréscimo em comparação com a maioria das outras apólices de seguro. No entanto, em países como o Brasil onde a renda média é muito mais baixa, esse é um preço bem salgado para maioria das pessoas.

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O seguro contra crimes virtuais também pode ser extremamente útil para micro e pequenos empresários, que muitas vezes se beneficiam da cobertura que se estende por vários sistemas de computador. Nestes casos o custo líquido por unidade é muito mais baixo e pode justificar o investimento, especialmente se ele puder ser compensado com impostos.

Os contras

Antes de contratar qualquer seguro, é necessário considerar por que não fazer uma apólice pode ser a melhor decisão: talvez o custo do prêmio não seja suficiente para justificar o pequeno risco de ocorrência de um crime.

Apesar de muita gente achar que o seguro contra crimes cibernéticos impede a ocorrência de ataques cibernéticos, isso é uma ideia equivocada. Em vez disso, ele é uma forma de compensação destinada a cobrir quaisquer perdas financeiras que você possa sofrer em consequência de uma fraude.

Um software antivírus já pode ser suficiente para quem procura proteção. Em termos de navegação na Internet, os sites devem ter um software de segurança embutido que protege os dados dos internautas. Podemos citar como exemplo os protocolos Know Your Customer (KYC) encontrados em cassinos online, ou os procedimentos de login de verificação bancária em várias etapas.
Para muitos usuários da Internet, este nível de segurança é suficiente. Como Josh Lemon, um forense digital e especialista em incidentes cibernéticos do Instituto SANS, disse recentemente, “…o interesse de pessoas físicas para fazer um seguro é provavelmente muito baixo”. O excelente nível de segurança dos sites está por trás desta crença.

Outro argumento-chave contra este tipo seguro é o fato de que muitas instituições financeiras já pagam indenização às vítimas de roubo ou clonagem de cartão de crédito. A proteção dos direitos do consumidor em países como o Reino Unido e a Austrália responsabilizam os bancos. Além disso, os bancos correm sérios riscos de mancharem sua imagem se não pagarem.

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Mais um argumento contra é o fato de o seguro contra crimes cibernéticos muitas vezes não incluir certos custos como a substituição do cartão, sem mencionar o tempo gasto na execução dessas tarefas. No caso de roubo de cartão de crédito, os bancos frequentemente pagam estes custos ao consumidor também, e nesses casos o seguro não é útil. O recente ataque à gigante das telecomunicações Optus é um bom exemplo.

Afinal, vale a pena?

A decisão de contratar uma apólice de seguro contra crimes cibernéticos muitas vezes não é fácil e pode se basear em vários fatores. Talvez a melhor maneira de ver a questão seja avaliar dois grupos de pessoas, sendo que somente um deles se beneficiaria da cobertura oferecida.

Trata-se daqueles que dependem da Internet para ganhar a vida, como trabalhadores autônomos ou proprietários de pequenas empresas, para quem o seguro contra crimes cibernéticos oferece uma camada extra de segurança e o valor dos prêmios seria mais facilmente absorvido. Para alguns, ele pode vir a ser a ajuda de que necessitam caso sofram uma quebra de segurança grave.
Por outro lado, para o internauta médio que navega na Internet em seu tempo livre, as proteções que os bancos oferecem são provavelmente suficientes. O fato de que é extremamente provável que eles recebam dinheiro de volta em caso de roubo. Isso, somado ao alto custo de um prêmio para quem vive no Brasil, significa que o seguro pode ser um item de luxo.

[Foto de Axville, disponível no Unsplash.com]

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Sou o idealizador do No Amazonas é Assim e um apaixonado pela nossa terra. Atualmente, participo de diversas ações e discussões na área de cultura, comunicação digital, turismo e empreendedorismo, além de ações sociais.

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