Curtas das amazonenses Keila Serruya e Elen Linth serão exibidos na Mostra de Diretoras Negras, em Brasília

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Desde ontem (4) at√© 11 de julho, a Caixa Cultural apresenta a mostra Diretoras Negras no Cinema Brasileiro. As sess√Ķes ocorrem no Teatro da Caixa, em Bras√≠lia. Ser√£o exibidos 45 filmes, entre longas, m√©dias e curtas-metragens, fazendo uma retrospectiva da produ√ß√£o cinematogr√°fica feita por cineastas negras brasileiras.

O filme Kbela, de 2015, dirigido por Yasmin Thayna faz parte da mostraAlile Dawa Onawale /Divulgação Caixa Cultural
O filme Kbela, de 2015, dirigido por Yasmin Thayna faz parte da mostraAlile Dawa Onawale /Divulgação Caixa Cultural

 

Dentre os 45 filmes que ser√£o exibidos, tr√™s filmes amazonenses integram a programa√ß√£o da¬†Mostra Diretoras Negras do Cinema Brasileiro. O Amazonas ser√° representado pelas produ√ß√Ķes ‚ÄúA Rua ‚Äď O Corpo Urbano‚ÄĚ e ‚ÄúAssim‚ÄĚ, ambas de Keila Serruya, e ‚ÄúSandrine‚ÄĚ, de Elen Linth.

Keila Serruya / Divulgação
Keila Serruya / Divulgação

A mostra quer destacar a resist√™ncia dessas mulheres no mercado, j√° que n√£o existe nenhum movimento de cineastas negras e cada uma trabalha suas pr√≥prias quest√Ķes.

Entre outros temas, os filmes de ficção e documentários que serão exibidos na mostra retratam aspectos do cinema negro brasileiro, o lugar da mulher negra na sociedade, a cura e o fortalecimento feminino, a luta das empregadas domésticas, a representação racial no universo infantil e a luta por moradia da América Latina.

A boneca e o silêncio, de 2015, direcão de Carol Rodrigues / Divugação/Caixa Cultural
A boneca e o silêncio, de 2015, direcão de Carol Rodrigues / Divugação/Caixa Cultural

A programa√ß√£o ainda traz dois debates abertos ao p√ļblico, um sobre as perspectivas e transforma√ß√Ķes da mulher negra no cinema nacional, e outro sobre o percurso das diretoras negras no cinema brasileiro.

A mostra também terá uma sessão com audiodescrição e closed captions para portadores de necessidades especiais. O filme Leva será exibido no domingo (9), às 17h30.

O filme Amor Maldito, da pioneira Ad√©lia Sampaio, ser√° exibido em duas sess√Ķes. A cineasta come√ßou no cinema, em 1969, aprendendo tudo na pr√°tica, como diretora de produ√ß√£o de diversos longas-metragens. Dirigiu v√°rios curtas e, em 1984, tornou-se a primeira diretora afrodescendente a dirigir um longa-metragem no Brasil, o Amor Maldito.

‚ÄúA ousadia do filme for√ßou Ad√©lia Sampaio e sua equipe a trabalharem em regime de cooperativa. As salas de cinema [outras] n√£o aceitaram exibir o filme, que foi proposto ser divulgado como filme porn√ī‚ÄĚ, informou a Caixa Cultural.

A programação da mostra está disponível no site da Caixa Cultural e na página da mostra no Facebook.. A entrada é gratuita, limitada à lotação do teatro.

O dia de Jerusa, filme de 2014, direção de Viviane Ferreira / Divulgação/Caixa Cultural
O dia de Jerusa, filme de 2014, direção de Viviane Ferreira / Divulgação/Caixa Cultural

 

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