Home Notícias Brasil Muito sangue, choro e grito, relata professora durante ataque à creche que vitimou crianças

Muito sangue, choro e grito, relata professora durante ataque à creche que vitimou crianças

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Na manhã desta terça-feira (4), um jovem invadiu uma creche na cidade de Saudades, no Oeste de Santa Catarina, e matou três crianças e duas profissionais da escola mortas. O crime chocou o Brasil.

Aline é agente educacional da creche no período da tarde e mora próximo ao local do crime. Ela já estava uniformizada para o trabalho quando ouviu gritos de socorro e correu para fora de casa para saber o que estava acontecendo.

— Escutei gritos de pedidos de socorro, eram muito fortes. Aí eu saí e vi as minhas colegas pedindo socorro, para ligar para polícia. Eu consegui ligar, mas não consegui falar nada, só pedi socorro – relata a profissional.

Divulgação

Ela conta ainda que as funcionárias da creche começaram a levar as crianças feridas para a porta da unidade, e que chegou a levar um menino ferido para o hospital. Sobre o trabalho na unidade, ela disse que, por conta da pandemia, poucas crianças estavam indo para o ensino presencial.

— As crianças só estão indo meio período, então não tinham muitas crianças. A gente nunca esperava que alguém entrasse ali e fizesse uma coisa dessas.

Bastante abalada, a jovem contou ainda que conversou com colegas que conseguiram salvar outras crianças do ataque:

— Colegas minhas que trabalham com a turma dos bebês bem pequenos, elas viram que estava acontecendo alguma coisa, levaram as crianças para o frandário e esconderam todas embaixo do mármore. Aí uma outra professora ficou segurando a porta. Ele [o jovem que cometeu o ataque] tentou abrir mas acabou desistindo. Elas fecharam tudo para se proteger e conseguiram salvar.

Sobre o sentimento que toma conta da cidade e como será o retorno ao trabalho após essa tragédia, Aline desabafa:

— Vai ser difícil voltar, não sei como vai ser porque entrar lá e lembrar das cenas de horror e pedidos de socorro que ficam ecoando na cabeça da gente vai ser muito dfícil.


Reprodução G1

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