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“Noivinha de Aristides” é fake news contra o presidente hétero alfa Bolsonaro

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Postagens com teor homofóbico nas redes sociais tiram de contexto uma foto antiga de Jair Bolsonaro. Páginas de opositores ao presidente compartilham uma imagem em que ele aparece de mãos dadas com outro homem e afirmam se tratar de um “professor de judô” no Exército chamado Aristides, sugerindo que eles teriam uma relação homoafetiva. Na verdade, o homem é o ex-deputado federal Alberto Fraga.

O mecanismo de busca reversa de imagens do Google localizou a foto publicada inicialmente pela revista Crusoé, em 6 de setembro de 2019. A publicação identifica o homem como Alberto Fraga (DEM-DF), coronel da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal e ex-deputado federal. Ele foi colega de Bolsonaro na Escola de Educação Física do Exército e amigo do presidente por 40 anos.

O jornal Folha de S. Paulo publicou a foto em reportagem do dia 20 de setembro de 2020. A legenda informa que Bolsonaro e Fraga estavam com a turma da Escola de Educação Física do Exército, no Rio de Janeiro, em 1982.

Bolsonaro e os parças. Não é Bolsonaro e o Aristides / Divulgação

Soldados Americanos

Foto antiga, que mostra dois militares abraçados e sugere que seja um casal gay, circula nas redes sociais e está sendo atribuída ao presidente Jair Bolsonaro. No entanto, segundo o site Extra trata-se de uma fake news.

Conforme o jornal, a legenda da foto diz: ‘’Esse fofinho é o Bolsonaro tem tempos de quartel. Se ele estivesse saído do armário naquela época não estaria agora pregando ódio e fudendo o Brasil’’.

Ainda segundo o Extra, o compartilhamento da imagem vem sendo feita por opositores do presidente da República. Na verdade, a foto não é nem do Brasil e sim dos Estados Unidos, no acervo do site Homo history, uma coleção que inclui outras imagens de pessoas LGBT ao longo da história, em diferentes circunstâncias. No entanto, o próprio site não confirma que os dois militares foram um casal.

Jair Bolsonaro serviu ao Exército nos anos 1970 e 1980, tendo ido para a reserva em 1988, no posto de capitão.

Soldado americano

Boato homofóbico tem origem incerta

O termo “noivinha do Aristides” foi um dos assuntos mais comentados no Twitter na segunda-feira, 29. A frase viralizou após uma mulher ter gritado ofensas a Bolsonaro durante visita do presidente a Resende, no Rio de Janeiro. Ela foi detida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e levada para a sede da Polícia Federal (PF).

A Folha de S. Paulo teve acesso ao boletim de ocorrência registrado pela corporação. O documento informa que a mulher usou palavras de “baixo calão” e que teria dito “Bolsonaro filho da p***”. Não há menção ao apelido pejorativo “noivinha”.

Em nota, a PRF informou ao Estadão Verifica que “a passageira de um veículo gritou palavras que configurariam a princípio o crime de injúria contra o presidente”, sem informar quais seriam essas palavras.

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

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