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Manaus, AM, sexta-feira, 6 de março de 2026

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Caso Daiane Alves: Vídeo recuperado mostra emboscada e momento que corretora é atacada por síndico

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A Polícia Civil divulgou nesta quinta-feira (19/2) imagens que mudaram completamente o rumo da investigação sobre o desaparecimento da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, em Caldas Novas, no sul de Goiás.

O vídeo, recuperado do próprio celular da vítima, mostra o momento em que ela desce ao subsolo do prédio para verificar uma queda de energia. Do outro lado da câmera, segundo a polícia, já estava o síndico Cléber Rosa de Oliveira, à espera.

Daiane ficou desaparecida por mais de 40 dias até que o corpo fosse localizado em uma área de mata. O síndico foi preso, confessou o crime e indicou o local onde havia deixado a vítima.

O momento da emboscada

As imagens mostram Daiane caminhando em direção aos quadros de energia no subsolo. De acordo com o delegado João Paulo Mendes, Cléber aparece no vídeo usando luvas nas duas mãos e com a caminhonete posicionada estrategicamente, com a capota aberta, próximo ao local onde pretendia render a corretora.

Para a polícia, o detalhe das luvas e da posição do veículo indica que o crime foi planejado.

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Desaparecimento cercado de estranheza

Daiane desapareceu na noite de 17 de dezembro de 2025. Antes de descer ao subsolo, enviou para uma amiga um vídeo gravado dentro do elevador. Foi o último contato.

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A partir do momento em que a porta se abre no subsolo, ela desaparece.

A família nunca acreditou em fuga ou sumiço voluntário. Daiane havia saído apenas para verificar um problema elétrico, vestindo roupas simples, deixou os óculos em casa e o apartamento permaneceu aberto, como se fosse retornar em poucos minutos. Esses detalhes reforçaram, desde o início, a suspeita de que algo grave havia acontecido.

Prisão e confissão

Cléber foi preso no dia 28 de janeiro, no mesmo prédio onde a vítima morava. Ele confessou o assassinato e levou os investigadores até uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, onde o corpo estava.

O filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, chegou a ser preso por suspeita de ajudar na ocultação de provas, mas a polícia descartou participação no homicídio. Ele deve responder apenas pela suposta ocultação e será solto.

A defesa do síndico informou que ainda não teve acesso completo ao relatório final da investigação e só irá se manifestar após analisar todo o material.

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Execução fora do prédio

A perícia apontou que Daiane foi morta com dois tiros na cabeça, provavelmente fora do condomínio. Segundo o delegado André Luiz Barbosa, qualquer disparo no subsolo teria sido ouvido na recepção do prédio.

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A arma utilizada foi uma pistola calibre .380 semiautomática. Um dos projéteis ficou alojado na cabeça da vítima e o outro atravessou, saindo pelo olho esquerdo.

O celular da corretora foi encontrado escondido em uma tubulação de esgoto, tentativa que, segundo a polícia, tinha o objetivo de dificultar as investigações.

Conflitos antigos e perseguição

As investigações revelaram que Cléber e Daiane mantinham uma relação marcada por conflitos judiciais. O síndico administrava seis apartamentos da família da vítima, mas a gestão foi transferida para Daiane, o que teria iniciado uma sequência de atritos.

Ao todo, existem 12 processos envolvendo os dois.

Mesmo antes da confirmação da morte, o síndico já havia sido denunciado pelo Ministério Público de Goiás por perseguição. Segundo a denúncia, ele utilizava o sistema de câmeras do condomínio para vigiar a corretora e criava obstáculos à rotina dela, submetendo-a a constrangimentos.

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A recuperação do último vídeo gravado por Daiane foi considerada o ato final da investigação.

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Para os delegados, a gravação comprovou que o crime foi premeditado e executado em forma de emboscada.