Polícia
Caso Daiane Alves: Filho de síndico não participou da morte de corretora, afirma polícia
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) informou nesta quinta-feira (19) que Maicon Douglas, filho do síndico Cléber Rosa de Oliveira, não teve participação comprovada no assassinato da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, morta em Caldas Novas, no sul goiano.
De acordo com as investigações, Cléber agiu sozinho tanto no homicídio quanto na ocultação do cadáver. Maicon deve ser colocado em liberdade ainda hoje.
Onde o filho estava no momento do crime
Segundo o delegado André Barbosa, do Grupo de Investigações de Homicídios (GIH), no momento em que o crime aconteceu, Maicon estava na cidade de Catalão (GO).
A relação dele com o caso, conforme a polícia, limitou-se à compra de um novo celular a pedido do pai, para realizar portabilidade de aplicativos bancários e formalizar procurações que permitiriam a ele assumir a administração do condomínio onde o crime ocorreu.
A PCGO reforçou que não há elementos que comprovem envolvimento direto de Maicon na execução ou no planejamento do homicídio.
Crime foi premeditado, diz polícia
As investigações apontam que Cléber Rosa de Oliveira arquitetou o crime sozinho. Segundo a polícia, ele desligou o disjuntor do apartamento de Daiane, provocando a queda de energia que levou a corretora a descer ao subsolo do condomínio.
No local, ele a atacou de forma premeditada e mediante emboscada.
Daiane e o síndico mantinham um histórico de conflitos. Ele administrava os apartamentos da família dela, mas após desentendimentos, a corretora se mudou para Caldas Novas para assumir a gestão dos imóveis.
De acordo com a investigação, o síndico passou a interferir no trabalho da vítima, o que resultou em boletins de ocorrência e em um processo judicial movido por Daiane.
Dias antes do crime, a Justiça havia dado decisão favorável à corretora. Para a polícia, esse fato pode ter sido o estopim para o assassinato.
Vídeo desmente versão do síndico
Durante depoimentos iniciais, Cléber alegou que houve luta corporal no subsolo e que a arma teria disparado acidentalmente durante o confronto.
No entanto, um vídeo recuperado no celular da própria vítima desmontou essa versão.
As imagens mostram o momento em que o síndico ataca Daiane por trás, usando luvas e capuz. Após a agressão, ela foi colocada na capota do veículo dele e levada para uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas.
O corpo foi encontrado posteriormente no local indicado pelo próprio suspeito.
A perícia confirmou que Daiane foi morta com dois tiros na cabeça.
Caso Daiane Alves: Vídeo recuperado mostra emboscada e momento que corretora é atacada por síndico









