Perícia desmonta versão de síndico e revela detalhes chocantes da morte de Daiane Alves - No Amazonas é Assim
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Manaus, AM, domingo, 19 de abril de 2026

Polícia

Perícia desmonta versão de síndico e revela detalhes chocantes da morte de Daiane Alves

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Novos detalhes da investigação sobre a morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza vieram à tona nesta quinta-feira (12/3) e revelam elementos que contradizem diretamente a versão apresentada pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira, acusado de assassinar a vítima em Caldas Novas, Goiás.

O crime, que chocou o país, ganhou novos contornos após a divulgação de laudos periciais, depoimentos e informações do inquérito que estavam sob segredo de Justiça. As análises técnicas da Polícia Científica apontam inconsistências importantes no relato do acusado e reforçam a tese de homicídio qualificado.

Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, após descer ao subsolo do condomínio onde morava. A última imagem da corretora com vida foi registrada por uma câmera do elevador, que mostrou a vítima indo em direção à garagem do prédio administrado pelo próprio síndico.

Versão do síndico

Em depoimento à polícia, Cléber Rosa afirmou que a morte teria sido consequência de uma luta corporal. Segundo ele, Daiane teria ido ao subsolo para confrontá-lo enquanto o filmava com o celular. O síndico alegou que tentou tomar o telefone da vítima, momento em que os dois entraram em luta. De acordo com relato do síndico,  ele carregava uma arma na cintura que teria caído no chão, durante a confusão com a corretora.

De acordo com versão do síndico, ambos teriam tentado pegar a arma ao mesmo tempo e, nesse movimento, o disparo teria ocorrido de forma acidental dentro do almoxarifado do subsolo.

Ciência forense contradiz relato

A reconstrução feita pela perícia, no entanto, trouxe conclusões que enfraquecem a narrativa apresentada pelo acusado. Os peritos encontraram pouquíssimos vestígios de sangue no almoxarifado, quantidade considerada incompatível com alguém que teria sido baleado no rosto de forma acidental naquele local.

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Além disso, exames realizados no Instituto Médico Legal identificaram fraturas graves na órbita e na base do crânio de Daiane, provocadas pelo impacto do disparo.

A tomografia revelou ainda que o projétil ficou alojado dentro do crânio da vítima e que a trajetória do tiro foi de frente para trás, indicando um disparo direcionado, e não um tiro acidental durante uma luta corporal.

A conclusão pericial levanta a hipótese de que a vítima pode ter sido executada, e não morta em uma briga.

Descoberta da ossada

A ossada de Daiane foi encontrada cerca de um mês após o desaparecimento, em uma área de mata. O corpo não havia sido enterrado, apenas abandonado no local.

As roupas encontradas junto aos restos mortais eram compatíveis com aquelas usadas pela corretora na última imagem registrada pelas câmeras do elevador.

O exame genético confirmou a identidade com altíssima precisão. Segundo os peritos, a probabilidade de o material genético pertencer a Daiane Alves Souza é mais de um trilhão de vezes superior a qualquer outra possibilidade.

Vestígios no veículo

A investigação também analisou o veículo do síndico. Peritos encontraram vestígios de sangue na carroceria da picape de Cléber Rosa. O próprio acusado admitiu em depoimento que transportou o corpo da vítima.

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Segundo ele, arrastou o corpo até o carro e o colocou na carroceria antes de seguir até uma área próxima a um rio, onde teria descartado o cadáver. Em outro trecho do depoimento, o síndico afirma ainda que tentou limpar o veículo após perceber manchas de sangue.

Outras contradições

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Perícia desmonta versão de síndico e revela como corretora pode ter sido executada em condomínio – Imagem: Reprodução

A investigação também identificou outros elementos que levantam dúvidas sobre a versão do acusado:

  • Celular da vítima foi descartado no esgoto do prédio
  • Vestígios de sangue encontrados no veículo do síndico
  • Tentativa de limpeza da picape após o crime
  • Trajetória do disparo incompatível com luta corporal

Os elementos reforçam a tese de que o crime pode ter sido premeditado.

Justiça mantém prisão

A Justiça decidiu manter a prisão preventiva do acusado, decisão divulgada nesta quinta-feira (12) pela juíza Vaneska da Silva Baruki, da 1ª Vara Criminal de Caldas Novas.

A magistrada destacou que não surgiram fatos novos que justificassem a soltura do réu e citou a gravidade do crime, o possível planejamento e a repercussão social do caso.

Segundo a decisão, a prisão é necessária para garantir a ordem pública e assegurar o andamento do processo.

Cléber Rosa de Oliveira agora responde por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Próximos passos do caso

A audiência de instrução e julgamento foi marcada para 6 de maio de 2026, às 13h30. Na sessão, serão ouvidas testemunhas e informantes. Entre os convocados está Maicon Douglas de Oliveira, filho do acusado, que chegou a ser preso durante as investigações.

Enquanto o processo avança, os novos laudos periciais reforçam que o trabalho da ciência forense foi decisivo para esclarecer um crime que, inicialmente, parecia quase impossível de solucionar.

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Agora, caberá à Justiça decidir o destino do homem acusado de transformar um conflito dentro de um condomínio em um crime brutal que chocou o Brasil.

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Imagem: Reprodução

Mulher...mãe....apaixonada....webwriter e sócia proprietária do Portal No Amazonas é Assim...E minha história continua ❤