Em reconhecimento aos 20 anos de relevantes serviços de conservação, a ALEAM vai homenagear o Instituto Mamirauá

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A Assembleia Legislativa do Amazonas vai homenagear o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá pelos seus 20 anos de criação. A sessão, em reconhecimento aos relevantes serviços de conservação, manejo de recursos naturais e desenvolvimento social sustentável, desenvolvido pelo instituto no interior do estado, é uma proposição do deputado estadual Álvaro Campelo (PP) e será realizada no dia 12 de junho de 2019, às 13h, na Assembleia Legislativa do Amazonas.

Instituto Mamirauá, em Tefé (Foto: M/Divulgação)
Instituto Mamirauá, em Tefé (Foto: M/Divulgação)

Segundo o deputado, o trabalho do Instituto tem sido fundamental para a economia dos moradores da região. “Dar condições para que o homem do interior possa fazer o uso responsável da natureza a fim de garantir seu sustento, sem dúvida, é uma das maiores contribuições que o Instituto Mamirauá tem dado ao nosso estado e ao planeta, ao longo desses 20 anos”, concluiu Álvaro Campelo.

A sessão deve contar com a participação de Edvan Feitosa, presidente da Central das Associações de Moradores da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã (Camura). Edvan representará os beneficiários pelas ações do Instituto Mamirauá ao longos dos últimos 20 anos. “Se olharmos hoje, lá no Médio Solimões, há comunidades ribeirinhas que estão assessoradas pelo Instituto Mamirauá e outras não. Há uma grande diferença na questão econômica e social”, comparou.

Pesquisa científica é aliada de ações de conservação da biodiversidade (Foto: Bernardo Oliveira)
Pesquisa científica é aliada de ações de conservação da biodiversidade (Foto: Bernardo Oliveira)

Os 20 anos do Instituto Mamirauá

De acordo com o diretor-geral da instituição, João Valsecchi do Amaral, os resultados obtidos nas últimas duas décadas são muito relevantes para região, para a conservação da biodiversidade e para a economia regional. “A nossa missão é muito clara e nós trabalhamos com geração de conhecimento para gerar impacto sobre a conservação da Amazônia”, afirma. O que tem sido possível com o apoio de financiadores e parceiros como o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o Governo do Estado do Amazonas, a Fundação Moore, dentre outros.

  • Mais de 90 projetos de pesquisas envolvendo conhecimento tradicional, tecnologias sociais e espécies ameaçadas.
  • Atuação em 30 unidades de conservação na Amazônia.
  • 390 estudantes formados pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica, dos quais 42% ingressaram em programas de pós-graduação.
  • 19 espécies descritas nos últimos 10 anos e mais de 14.000 espécimes depositados em seus acervos biológicos.
  • Redução da mortalidade infantil em mais de 67% na região de atuação do Instituto Mamirauá.
  • 200 mulheres e meninas participando de ações de empreendedorismo, igualdade de gênero e liderança.
  • 667 participantes dos cursos de multiplicadores em Tecnologias de Manejo e Desenvolvimento e mais de 70 jovens formados no primeiro Centro Vocacional Tecnológico do Amazonas.
  • 30 tecnologias sociais implementadas para garantir segurança alimentar e acesso a serviços de saneamento e energia.
  • 427% de aumento médio dos estoques de pirarucu e faturamento total de mais de 23 milhões de reais para pescadores e pescadoras envolvidas.
  • Mais de 3,5 milhões de reais gerados através de um empreendimento de turismo de base comunitária, a Pousada Uacari, beneficiando 750 pessoas.
  • 235 mil pessoas alcançadas anualmente com ações de divulgação em redes sociais e mais de 9 mil notícias repercutindo em veículos do Brasil e do exterior, entre 2011 e 2018.

Serviço:
Sessão Solene em homenagem aos 20 anos do Instituto Mamirauá
Data: 12 de junho (quarta-feira), às 13h
Local: Av. Mário Ypiranga Monteiro (antiga Recife) – nº 3.950
Assembleia Legislativa do Amazonas, Manaus (AM)

Instituto tem reconhecimento internacional por trabalho científico realizado na Amazônia (Foto: Amanda Lelis)
Instituto tem reconhecimento internacional por trabalho científico realizado na Amazônia (Foto: Amanda Lelis)

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