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Mulher trans é morta por não querer dividir lanche com morador de rua

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Na noite de quinta-feira (10), uma mulher transexual foi morta na quadra 101 do Sudoeste, no Distrito Federal . Juliana da Cruz Costa, de 33 anos, foi assassinada com um corte na jugular por feito por um morador de rua . O crime é investigado como homicídio pela 3° Delegacia de Polícia.

A vítima fazia sua refeição no meio da rua, quando um morador de rua passou por perto e pediu para ela um pedaço do lanche. Segundo informações preliminares da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Juliana teria se recusado a dividir o alimento e, pouco tempo depois, o autor do crime atingiu a clavícula esquerda da mulher com um golpe feito com faca.

Juliana trabalhava no local como vigia de carros. Em entrevista ao G1, o delegado que comanda o caso, Douglas Fernandes, relatou que a mulher também era sem-teto e trabalhava em estacionamentos da região. “A vítima estava com o companheiro. Eles faziam esse trabalho em troca de comida”, diz.

A identidade do suspeito, que está foragido, não foi revelada. Algumas equipes da 3ª DP passaram por pontos em que o autor poderia estar, de acordo com informações de testemunhas que o viram fugir. Porém, as últimas informações são de que ele não havia sido localizado.

Em 2017, uma pesquisa realizada pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) mostrou que o  Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Ainda na linha do estudo, a expectativa de vida dessas pessoas é de 35 anos, menos da metade da média nacional, que é de 75 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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