Corporativas
Sustentabilidade, emprego e crescimento: por que a Zona Franca de Manaus segue estratégica para o Brasil
A Zona Franca de Manaus (ZFM) voltou a ser discutida no cenário nacional após críticas feitas nas redes sociais pelo influenciador Gabriel Silva, que questionou a viabilidade do modelo econômico, os custos logísticos da indústria instalada na região e chegou a afirmar que o sistema encarece produtos para o consumidor brasileiro.
As declarações repercutiram no setor industrial do Amazonas e foram rebatidas pelo presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Manaus (SIAM), Pedro Monteiro, que classificou as falas como resultado de desinformação sobre o funcionamento econômico e social da região.
Para ele, o modelo não representa prejuízo ao país, mas sim um mecanismo de desenvolvimento que impulsiona a economia nacional e contribui diretamente para a preservação da floresta amazônica.
Indústria em crescimento e diversificação
O Polo Industrial de Manaus (PIM) segue ampliando sua capacidade produtiva e mantém forte desempenho em diferentes segmentos. Um dos destaques é o setor de motocicletas, que se consolidou como o maior polo produtor fora da Ásia. Em 2025, a produção alcançou cerca de 1,98 milhão de unidades, e a expectativa para 2026 é ultrapassar a marca de 2 milhões.
Além do setor de duas rodas, a indústria de alimentos também vem ganhando espaço dentro da estratégia de diversificação econômica da região, com foco em cadeias produtivas sustentáveis e maior integração com o mercado regional.
Desenvolvimento aliado à floresta em pé
Defensores da Zona Franca destacam que o modelo contribui para reduzir a pressão sobre o desmatamento, ao concentrar a atividade industrial em Manaus e incentivar práticas econômicas sustentáveis.
Dentro dessa lógica, ganham força iniciativas ligadas à bioeconomia e ao polo agropecuário, envolvendo produção de peixes, frutas, grãos, aves e outros alimentos. Produtos da biodiversidade amazônica, como açaí e guaraná, também são apontados como exemplos de geração de renda com valor agregado e potencial de exportação.
Resultados econômicos expressivos
Dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) indicam que o polo industrial reúne mais de 550 empresas e movimentou cerca de R$ 227 bilhões em 2025.
O setor também sustenta aproximadamente 131 mil empregos diretos e mais de 500 mil indiretos, números usados por representantes da indústria para reforçar a importância do modelo na geração de trabalho e renda.
Segundo Pedro Monteiro, o impacto da ZFM ultrapassa as fronteiras do Amazonas, já que contribui para a manutenção de empregos, fortalecimento da indústria nacional e preservação ambiental, ao mesmo tempo em que sustenta parte relevante da economia da Região Norte.

Sustentabilidade, emprego e crescimento por que a Zona Franca de Manaus segue estratégica para o Brasil









