Política
Após renúncia de Wilson Lima, Daciolo muda tudo e entra na disputa pela Presidência!
O cenário político ganhou mais um novo capítulo daqueles que parecem roteiro de série: o ex-deputado federal Cabo Daciolo voltou atrás na decisão de disputar o Senado pelo Amazonas e anunciou, no último sábado (4/4), que é pré-candidato à Presidência da República.
A candidatura será pelo partido Mobiliza, nova denominação do antigo PMN. Mudança de rota após reviravolta no Amazonas
A decisão ocorre logo após um terremoto político no estado: o então governador Wilson Lima e o vice Tadeu de Souza renunciaram aos cargos no dia 4 de abril, no limite do prazo eleitoral.
Com isso, o comando do Amazonas passou automaticamente para o presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cidade.
A saída conjunta surpreendeu aliados e adversários e mudou completamente o tabuleiro político — abrindo espaço para novas articulações e decisões estratégicas, como a de Daciolo.
De “amazonida” ao Planalto
Antes da mudança, Daciolo estava disposto a virar um caboclo da terra. Quase um verdadeiro “amazonida”, ele chegou a criticar a BR-319 e planejava visitar os 62 municípios durante a pré-campanha ao Senado.
No fim de março, durante evento do Solidariedade em Manaus, ele chegou a afirmar:
“O povo está cansado da política local, cansado de promessas.”
Agora, porém, o foco mudou — e o destino político aponta para Brasília.
Discurso com tom espiritual marca anúncio
Ao confirmar a pré-candidatura à Presidência, Daciolo manteve o estilo que o tornou conhecido nacionalmente:
A fala reforça o perfil religioso e anti-sistema que marcou suas campanhas anteriores.
Relembre: desempenho surpreendente em 2018
Na eleição presidencial de 2018, Daciolo chamou atenção com uma campanha fora do padrão:
Terminou em 6º lugar
Teve 1.348.229 votos
Declarou apenas R$ 808 em gastos
Fez pouquíssimas aparições públicas
Na disputa, ele ficou à frente de nomes como Marina Silva, Henrique Meirelles e Álvaro Dias.
O que muda agora?
A entrada de Daciolo na corrida presidencial adiciona mais um elemento imprevisível ao cenário nacional, enquanto o Amazonas segue reorganizando suas forças políticas após as renúncias.
Nos bastidores, a movimentação é vista como uma tentativa de ampliar o alcance nacional do ex-deputado — deixando para trás uma disputa regional que já estava em curso.
O que vem pela frente
Com discurso forte, base religiosa engajada e histórico de campanha alternativa, Daciolo deve apostar novamente em mobilização direta e redes sociais.
Resta saber: o “fenômeno improvável” de 2018 pode se repetir… ou ganhar novos contornos?









