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Manaus, AM, sexta-feira, 10 de julho de 2026

Polícia

Influenciadora amazonense é presa em operação que mira tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro

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Influenciadora amazonense é apontada pela PCDF como uma das peças do esquema investigado pela Operação Resina Oculta, que cumpriu mandados no DF, Goiás, Maranhão e Amazonas nesta quinta-feira (19).

A influenciadora amazonense Mirian Mônica da Silva Viana, conhecida nas redes sociais como “Cavalona do Pó”, foi presa nesta quinta-feira (19) durante a Operação Resina Oculta, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A ação investiga uma organização suspeita de atuar no tráfico interestadual de drogas e na lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada e plataformas de apostas on-line irregulares.

Segundo a PCDF, a ofensiva cumpriu 41 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão no Distrito Federal, Goiás, Maranhão e Amazonas. No braço financeiro da investigação, a Justiça também determinou o bloqueio de contas de 50 pessoas jurídicas, com estimativa de até R$ 15 milhões por empresa, além do sequestro de sete veículos de luxo usados pelos investigados.

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Imagem: Divulgação

As investigações começaram em outubro de 2025, após a apreensão de 47,4 quilos de haxixe e cerca de 1 quilo de skunk em um apartamento desocupado no Riacho Fundo, no DF. A partir desse ponto, a Coordenação de Repressão às Drogas identificou inicialmente quatro pessoas envolvidas no recebimento, armazenamento e distribuição dos entorpecentes. Com o avanço da apuração, a polícia passou a mapear uma estrutura mais ampla, com atuação também na ocultação de dinheiro obtido com a atividade ilícita.

De acordo com a polícia, o grupo funcionava como uma espécie de central de distribuição de drogas para traficantes de diferentes regiões do Distrito Federal e do Entorno. A análise financeira revelou movimentações consideradas expressivas e apontou que parte do dinheiro era enviada em remessas milionárias para Manaus e outras áreas da Região Norte, principalmente localidades próximas de fronteira.

Ainda conforme a investigação, empresas sediadas em São Luís, no Maranhão, e em Goiânia, em Goiás, teriam sido usadas para pulverizar valores e tentar dar aparência legal ao dinheiro. A PCDF também afirma ter identificado o uso de “laranjas” e de companhias de fachada para movimentar os recursos, além da participação de cerca de 15 empresas ligadas a bets não regulares no circuito de lavagem.

No centro da repercussão no Amazonas está a prisão de Mirian. Com mais de 50 mil seguidores no Instagram, ela exibia nas redes uma rotina marcada por viagens, resorts de alto padrão, roupas de grife e procedimentos estéticos. Para os investigadores, essa vitrine de luxo contrastava com o suposto papel que ela exerceria na engrenagem financeira do grupo criminoso.

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A polícia também informou ter identificado outras 29 pessoas relacionadas ao tráfico no DF e Entorno que teriam usado o mesmo fluxo financeiro para ocultar recursos ilícitos. Para esses alvos, foram expedidos 29 mandados de busca e apreensão em residências ligadas à investigação.

Até a publicação desta matéria, a defesa da influenciadora não havia sido localizada pela reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

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Imagem: Reprodução

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