Amazonas
Confusão em cena de acidente termina com jornalista empurrado por perito em Manaus; vídeo
Um repórter foi empurrado por um perito durante a cobertura de um acidente com vítima fatal, na manhã desta quinta-feira (9), na Estrada do Puraquequara, no Distrito Industrial, zona Leste de Manaus.
A ocorrência envolveu um motociclista que morreu após ser atingido por outra moto e, em seguida, atropelado por um micro-ônibus. Enquanto equipes de imprensa acompanhavam o trabalho no local, houve um desentendimento que terminou em agressão.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o perito da Polícia Científica discute com jornalistas e empurra um dos profissionais que estava próximo à área isolada.
De acordo com o repórter João Lucas da Silva Mariano, que registrou Boletim de Ocorrência no 9º Distrito Integrado de Polícia (DIP), ele e outros colegas realizavam a cobertura quando foram abordados pelo servidor. Segundo o relato, o perito teria empurrado inicialmente outro jornalista e, ao ser questionado, também o empurrou.
Em nota, a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou que determinou a apuração imediata do caso por meio da Corregedoria Geral do Sistema de Segurança Pública. O órgão afirmou que a conduta não corresponde ao padrão esperado dos servidores e classificou o episódio como isolado, ressaltando que não compactua com qualquer tipo de agressão.
A SSP-AM também informou que o servidor orientou diversas vezes que as pessoas presentes, incluindo jornalistas, respeitassem o isolamento da área, o que, segundo a pasta, não teria sido seguido por parte dos presentes. A secretaria destacou ainda que a Polícia Científica atua conforme protocolos legais que determinam a preservação do local do crime e a proteção de provas.
Em posicionamento sobre o caso, o Sindicato dos Peritos Oficiais do Estado do Amazonas reforçou a importância de manter o isolamento da área para garantir a integridade das evidências. A entidade afirmou que o local não estaria devidamente isolado, o que teria permitido a entrada de pessoas não autorizadas.
Segundo o sindicato, o perito teria solicitado que uma pessoa se retirasse do perímetro, mas a orientação não teria sido atendida. A entidade destacou que respeita o trabalho da imprensa, mas ressaltou que a preservação das provas deve ser prioridade durante a investigação.
O caso segue sob apuração.
Veja vídeo:









