Itamarati decreta emergência e se torna 3º município afetado pela cheia no Amazonas - No Amazonas é Assim
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Manaus, AM, sexta-feira, 10 de julho de 2026

Amazonas

Itamarati decreta emergência e se torna 3º município afetado pela cheia no Amazonas

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O município de Itamarati entrou em situação de emergência por causa da cheia dos rios e passou a integrar a lista das cidades mais afetadas no Amazonas em 2026. É o terceiro município a adotar a medida neste ano, ao lado de Eirunepé e Boca do Acre.

Nesta quinta-feira (19), o rio em Itamarati atingiu 21,40 metros, apenas 51 centímetros abaixo da maior cota já registrada no município, de 21,91 metros, em 7 de abril de 2015. No mesmo período de 2025, o nível era de 17,44 metros, o que evidencia a intensidade da cheia atual.

Em Eirunepé, o rio chegou a 16,57 metros nesta quinta (19). Já em Boca do Acre, a medição apontou 16,39 metros na última segunda-feira (16). Segundo a Defesa Civil do Amazonas, os três municípios registram níveis superiores aos observados no mesmo período do ano passado.

Chuvas intensas explicam avanço das águas

De acordo com André Martinelli, gerente de hidrologia do Serviço Geológico do Brasil, as chuvas intensas nas regiões mais altas das bacias hidrográficas são determinantes para o cenário atual.

“Nestas localidades foram registradas cotas recordes. Ressalta-se que o tempo de resposta para eventos de chuva nessas regiões de cabeceira é muito rápido. É possível observar subidas ou descidas na magnitude de 5 metros em poucos dias”, explicou.

Segundo o especialista, a cheia nessas áreas é provocada principalmente pelo volume de precipitação. Ele destacou ainda que os fenômenos climáticos influenciam diretamente o padrão das chuvas e, consequentemente, o nível dos rios.

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“São exatamente os fenômenos climáticos que definem o padrão das chuvas e, como consequência, a flutuação do nível dos rios”, afirmou.

Situação no estado

Atualmente, nove municípios estão em alerta:

Lábrea

Canutama

Tapauá

Pauini

Envira

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Ipixuna

Guajará

Carauari

Juruá

Outros 13 municípios estão em atenção, entre eles Apuí e Humaitá, no rio Madeira; Tefé, Maraã, Jutaí e Fonte Boa, no Médio Solimões; além de Amaturá, Tonantins, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Benjamin Constant, Tabatinga e Atalaia do Norte, no Alto Solimões.

Os outros 37 municípios do estado seguem em situação de normalidade.

O monitoramento aponta que as nove calhas de rios do Amazonas estão em processo de enchente. A previsão indica chuvas acima da média nas regiões oeste e centro-sul do estado. A estimativa é que a cheia atinja 35 municípios, afetando cerca de 173 mil famílias, o equivalente a mais de 690 mil pessoas.

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O governo estadual informou que realiza ações como distribuição de cestas básicas, envio de medicamentos e reforço no atendimento às comunidades isoladas. O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas atua na Operação Inverno Amazônico, com foco na prevenção de deslizamentos e erosões.

A Defesa Civil alerta que o pico da cheia nos rios Juruá e Purus pode ocorrer nas próximas semanas.

Itamarati decreta emergência e se torna 3º município afetado pela cheia no Amazonas – Foto: Reprodução