Polícia
Caso Benício: Investigação se arrasta e família cobra respostas nas investigações após morte de criança em hospital
Os advogados da família do menino Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, voltaram a cobrar respostas sobre a morte da criança, ocorrida em novembro de 2025, dentro de uma unidade particular de saúde na zona Centro-Sul de Manaus.
Durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (2/4), os representantes legais dos pais afirmaram que houve falhas no procedimento adotado após o óbito, apontando ausência de zelo diante de uma morte considerada suspeita. A família também pede mais rapidez na conclusão do inquérito policial e dos laudos periciais.
Morte ocorreu após sequência de complicações
Benício morreu na madrugada do dia 23 de novembro após sofrer múltiplas paradas cardiorrespiratórias. De acordo com as investigações, ele recebeu doses de adrenalina pela via intravenosa durante o atendimento médico.
O caso é apurado pela Polícia Civil do Amazonas, por meio do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP). A investigação chegou a incluir um pedido de prisão preventiva de uma médica envolvida no atendimento, mas a solicitação foi negada pela Justiça.
Perícia indireta prolonga investigação
Um dos principais pontos levantados pela defesa da família diz respeito à demora na conclusão do laudo do Instituto Médico Legal (IML). Segundo os advogados, o exame que está sendo realizado é uma perícia indireta, baseada na análise de prontuários médicos, medicações administradas e procedimentos realizados no hospital.
Isso ocorre porque o corpo da criança foi embalsamado antes de ser submetido ao exame pericial tradicional, o que comprometeu a realização de uma necropsia conclusiva.
De acordo com os advogados, essa situação acabou tornando o processo mais demorado, mas não menos importante para o esclarecimento do caso.
Pais relatam dor e cobram justiça
Durante a coletiva, os pais de Benício fizeram um desabafo emocionado e reforçaram o pedido por justiça.
A mãe, Joyce Xavier, descreveu a perda como uma dor constante e afirmou que a família não busca privilégio, mas sim que o caso seja devidamente investigado e que os responsáveis sejam responsabilizados.
O pai, Bruno Freitas, também relatou o impacto emocional da perda, destacando que datas como Natal e Réveillon foram marcadas por tristeza e luto dentro de casa.
Segundo ele, a família segue enfrentando dificuldades para retomar a rotina e conviver com a ausência do filho.
Caso ainda não chegou à Justiça
Apesar de já ter ultrapassado quatro meses desde a morte da criança, o caso ainda não foi analisado pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM) e segue em fase de investigação.
Recentemente, a Polícia Civil solicitou um prazo adicional de 45 dias para concluir o inquérito. A família afirma que continuará acompanhando o andamento do caso e cobrando respostas das autoridades.









