Manaus
Familiares do pequeno Benício realizaram uma mobilização nas redes sociais para cobrar justiça #JustiçaPorBenício
Neste sábado (07/03), familiares do pequeno Benício Xavier de Freitas, o menino de 6 anos vítima de um trágico erro médico em novembro de 2025, realizaram uma mobilização nas redes sociais para cobrar justiça e manter viva a memória do filho.
A ação, coordenada pelos pais Joyce e Bruno Freitas, convidou amigos, conhecidos e a sociedade em geral a publicar, às 12h, uma imagem do Benício em seus stories no WhatsApp, Instagram, Facebook e outras plataformas.
A mensagem compartilhada pela família foi emocionante e direta:
“Olá, gostaríamos de pedir um apoio muito especial a você. Amanhã 07/03, sábado, às 12h, convidamos quem puder publicar em seus stories nas redes sociais (WhatsApp, Instagram, Facebook, entre outras) essa imagem do Benício. Esse gesto simples ajuda a manter viva a memória do nosso filho e fortalece a busca por justiça e por melhorias para que outras crianças sejam protegidas. Desde já, agradecemos imensamente o carinho, o apoio e a união de todos. #JustiçaPorBenício”
A campanha ganhou rápida adesão. Centenas de perfis publicaram a foto do menino sorridente, acompanhada da hashtag #JustiçaPorBenício, expressando solidariedade e indignação com a lentidão do processo investigativo. Amigos da família, influenciadores locais e cidadãos comuns que acompanham o caso desde o início reforçaram a mobilização, destacando a necessidade de punição aos responsáveis e de reformas urgentes nos protocolos de atendimento médico para evitar novas tragédias.
O Caso Benício
O Caso Benício chocou o Amazonas e o Brasil em novembro de 2025. Benício, filho único do casal Joyce e Bruno, deu entrada no Hospital Santa Júlia, em Manaus, no dia 22 de novembro, com sintomas de tosse seca, febre e suspeita de laringite.
Durante o atendimento, a médica Juliana Brasil Santos prescreveu três doses de adrenalina por via intravenosa (na veia), em vez da nebulização usual para esse tipo de quadro respiratório em crianças. A técnica de enfermagem Raiza Bentes Paiva administrou a medicação conforme a prescrição.
Benício sofreu uma grave reação adversa: overdose de adrenalina que provocou seis paradas cardíacas consecutivas. Apesar das tentativas de reanimação, o menino não resistiu e faleceu na madrugada do dia 23 de novembro, por volta das 2h55. A causa da morte foi confirmada como decorrente da aplicação incorreta do medicamento.
A Polícia Civil do Amazonas abriu inquérito por homicídio culposo (ou doloso, dependendo das conclusões finais), com investigações que incluíram perícias no hospital, análise de prontuários, mensagens e depoimentos. A médica admitiu inicialmente o erro em mensagens e documentos, mas depois alegou falha no sistema eletrônico do hospital – versão contestada por laudo pericial do Instituto de Criminalística, que apontou erro humano.
A técnica de enfermagem também foi investigada. Houve afastamento das profissionais, revogação de habeas corpus preventivo e pedidos de prisão preventiva, mas até o momento não há prisões concretizadas, e o inquérito segue em andamento.
Mais de quatro meses após a tragédia, a família relata frustração com a demora da Justiça e a ausência de respostas definitivas. A ação deste sábado nas redes sociais representa mais um capítulo na luta incansável dos pais por responsabilização e por mudanças que protejam outras crianças. “Manter a memória viva é resistir. Queremos que o nome do Benício ecoe até que a justiça seja feita”, afirmam os familiares em publicações recentes.
Enquanto o processo judicial avança, a hashtag #JustiçaPorBenício continua circulando, unindo vozes em Manaus e além, em nome de um menino que merecia crescer e viver plenamente.










